Assembleia Geral abriga debate sobre ameaças à paz e segurança mundiais
BR

10 maio 2016

Vice-secretário-geral afirmou que número de guerras civis triplicou em uma década”; Jan Eliasson disse 80% das carências humanitárias são causadas por conflitos violentos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Assembleia Geral das Nações Unidas realiza nesta terça-feira uma reunião de alto nível sobre ameaças atuais à paz e à segurança internacionais.

Na abertura do evento, o vice-secretário-geral das Nações Unidas, Jan Eliasson, afirmou que a “magnitude do desafio global é clara”. Segundo ele, “o número de guerras civis triplicou nos últimos 10 anos”.

125 Milhões

O vice-chefe da ONU afirmou que “125 milhões de pessoas no mundo precisam de assistência humanitária”, sendo que “80% das necessidades humanitárias são causadas por conflitos violentos”.

Eliasson afirmou que “os conflitos atuais não são simplesmente mais severos. Eles são mais complexos e intratáveis’.

O encontro conta com presença de vários ministros de Estado e também do Prêmio Nobel da Paz e ex-presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta.

Citando revisões de políticas de segurança, o vice-secretário-geral mencionou três pontos essenciais para deixar as Nações Unidas mais bem preparadas para enfrentar as ameaças de segurança num ambiente global volátil.

Prevenção

Em primeiro lugar, o vice-secretário-geral afirmou que “a prevenção representa a missão central da ONU”.

Em segundo, é preciso ter como alta prioridade a busca de soluções políticas inclusivas e de longo prazo e, por último, não será possível ter sucesso em qualquer ação sem uma sólida parceria.

Eliasson deixou claro que o “desafio é implementar todas essas propostas e agir de forma concreta o mais rápido e eficaz possível”.

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Prédios destruídos em Homs, Síria. Photo: Unicef/Nasar Ali

O secretariado da ONU está implementando aproximadamente 90% das recomendações do plano de resposta do secretário-geral Ban Ki-moon enviado ao Painel Independente de Alto Nível sobre Operações de Paz.Eliasson disse que a ONU está fortalecendo suas parcerias com organizações regionais e sub-regionais. A Comissão das Nações Unidas para a Consolidação da Paz está adotando novos métodos de trabalho e áreas de foco.

Dificuldades

Além disso, houve progresso na implementação do Plano de Ação de sete pontos de Ban Ki-moon sobre resposta de gêneros na consolidação da paz.

Ele falou sobre algumas dificuldades, principalmente no caso da prevenção de conflitos.

O vice-chefe da ONU afirmou que “apesar das conclusões das revisões dos programas e políticas de segurança, não foi possível conseguir apoio nem mesmo para revitalizar as propostas mais modestas na área de prevenção”.

O mesmo acontece em relação ao Fundo para a Consolidação da Paz que não conseguiu dinheiro suficiente para cobrir as operações. Para Eliasson, “a comunidade internacional deve eliminar a lacuna entre retórica e ação”.

 

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