Ban quer adoção de pacto global para resolver crise de refugiados
BR

10 maio 2016

Relatório do secretário-geral da ONU diz que resposta para crise de refugiados e migrantes tem sido inadequada; plano pede responsabilidade compartilhada para garantir direitos humanos, segurança e dignidade para todos; migrantes e refugiados no mundo chegam a 250 milhões.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, quer a adoção de um pacto global sobre responsabilidade compartilhada para garantir os direitos humanos, a segurança e a dignidade de todos os migrantes e refugiados.

Relatório do chefe das Nações Unidas afirma que a resposta mundial para combater o grande movimento de migrantes e refugiados tem sido inadequada.

250 Milhões

Ban disse que "uma lição que pode ser tirada dos últimos anos é a de que os países não podem resolver essa questão sozinhos". Segundo ele, "ação e cooperação internacional devem ser fortalecidos para lidar com o problema".

O número de pessoas em movimento no mundo chega perto dos 250 milhões, sendo que os refugiados representam quase 15 milhões. Segundo o relatório, mais de 75% dos refugiados são de apenas 11 países.

Ban afirmou que a reunião de Alto-Nível sobre o Movimento de Migrantes e Refugiados será uma "oportunidade única" para os líderes mundiais debaterem a crise.

O encontro está marcado para 19 de setembro. Para o chefe da ONU, os "Estados-membros devem encontrar uma forma eficaz de proteger suas fronteiras e ao mesmo tempo proteger os direitos humanos de todos os migrantes e refugiados".

Crise de Solidariedade

Num artigo publicado no Huffington Post esta segunda-feira, o secretário-geral citou que mais de 60 milhões de pessoas, metade delas crianças, fugiram de violência e perseguição e vivem atualmente como refugiados ou deslocados internos.

Ban disse que "essa não é uma crise de números, é uma crise de solidariedade".

O chefe da ONU explicou que "o mundo pode ajudar e sabe o que fazer para controlar o grande movimento de refugiados e migrantes". Mas ele declarou que "geralmente, a comunidade internacional deixa o medo e a ignorância entrarem no caminho".

O secretário-geral afirmou que "com isso, as necessidades humanas ficam ofuscadas e a xenofobia fala mais alto do que a razão".

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