Relatores criticam resposta do Egito a protestos por prisão de ativistas
BR

9 maio 2016

Grupo lembra que foram mais de 380 detenções depois de manifestações; redes sociais também foram controladas; entre os detidos estão jornalistas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

Relatores das Nações Unidas pediram ao Egito para suspender o que chamam de “reação desproporcional” a um grupo de manifestantes no país.

Segundo os relatores de direitos humanos, os protestos contra a prisão de ativistas e jornalistas fazem parte do direito de reunião e à liberdade de expressão.

Acordo

As manifestações ocorreram de 15 a 25 de abril contra um acordo entre o presidente do Egito,  Abdul al-Sisi, e a Arábia Saudita que concede duas ilhas ao governo saudita.

Segundo os relatores sobre Liberdade de Expressão, David Kaye, e Liberdade de Reunião e Associação Pacíficas, Maina Kiai, e sobre Defensores dos Direitos Humanos, Michel Forst, a reação do governo seria mais “um revés para um ambiente político aberto e uma sociedade civil vibrante".

O grupo destacou ainda a "resposta dura aos maiores protestos dos últimos dois anos", com prisões em massa e uso da força para reprimir manifestantes pacíficos, jornalistas, advogados e defensores dos direitos humanos.

Exercício pacífico

Em comunicado, os relatores afirmaram que pessoas que andavam a pé foram interceptadas pela polícia na capital, Cairo, e tiveram suas contas em redes sociais inspecionadas em busca de "publicações anti-governo".

Uma outra preocupação do grupo é com o uso de medidas de segurança nacional e da lei contraterrorismo visando aos que exercem os seus direitos, em particular os jornalistas e ativistas dos direitos humanos.

Leia Mais:

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*Apresentação: Monica Villela Grayley.

 

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