Moçambique anuncia concurso literário para marcar 70 anos do Unicef

9 maio 2016

Iniciativa envolve fundação presidida pelo escritor Mia Couto; trabalhos selecionados serão compilados e publicados numa coletânea de homenagem à criança moçambicana; obra deve ser lançada no fim do ano.

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.*

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, promove uma competição literária para autores e editoras de Moçambique. A iniciativa pretende celebrar o 70° aniversário da agência.

O processo para lançar uma coletânea em homenagem à criança moçambicana, em dezembro, envolve a fundação presidida pelo escritor Mia Couto.

Criança

Os poemas e crónicas inéditos ou já publicados a fazer parte do projeto devem retratar a criança moçambicana desde a independência do país à atualidade.

O aniversário do Unicef é assinalado a 11 de dezembro de 2016. O responsável  de parcerias na agência, Emídio Machiana, revelou as expectativas do concurso.

“Gostaríamos que participassem desde autores renomados, conhecidos que tenham de alguma forma refletido sobre a criança na sua criação artística, mas também outras pessoas que mesmo não sendo profissionais queiram expressar-se possam também colaborar. Pretendemos recolher o máximo de poemas e crónicas que tenham sido publicados seja em jornais, em revistas em obras, ao longo do ano, ou inéditos. Depois faremos a deleção com base na qualidade, no conteúdo, na abordagem e faremos esta publicação para oferecer ao país”.

Poemas

Segundo o regulamento publicado no site da agência os trabalhos podem ser submetidos pelos seus autores ou seus representantes autorizados, incluindo os dos já falecidos.

Emídio Machana justifica o facto de a competição admitir trabalhos enviados de outros países.

“Nós estamos a possibilitar a entrega dos materiais na sede do Unicef e na Fundação Leite Couto em Maputo. Mas também a versão eletrónica, portanto seja em qualquer parte do país assim como fora de Moçambique, as pessoas poderão enviar em forma eletrónica. Os e-mails estão nos nossos regulamentos. Tivemos que estabelecer a língua portuguesa para recolha dos manterias dada a complexidade que seria ao abrirmos para outras línguas dada a capacidade de analise etc., portanto terá que ser em português”.

Competição

O representante explicou que a publicação do livro de poemas e crónicas não tem fins lucrativos.

“Este é um projeto que não tem perspetivas comerciais. É uma oferta que as duas organizações querem oferecer ao pais, a criança moçambicana. Não há nenhuma contrapartida financeira para quem for a publicar. O benefício é muito maior, é poder contribuir numa voz coletiva a celebração da criança moçambicana e poder realimente expressar aquilo que pensa e inspirar as futuras gerações para ter a criança de fato no centro da agenda de desenvolvimento, este é o ganho maior, não se trata de um concurso com benefícios materiais ou financeiros”.

No concurso, cada participante só pode submeter no máximo três propostas de poemas ou crónicas. A competição termina a 10 de junho de 2016.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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