OMS receia colapso do sistema de saúde após morte de 12 bebés na Líbia

6 maio 2016

Recém-nascidos recebiam cuidados intensivos em centro médico de referência no sul, em abril; causas dos óbitos incluem infeção bacteriana e falta de especialistas; agência receia mais perdas se não houver medidas urgentes.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, expressou "grande preocupação" com a morte de 12 recém-nascidos numa unidade de cuidados intensivos neonatais do Centro Médico de Sabah, na Líbia.

Em comunicado emitido esta sexta-feira, a agência revela que a causa dos óbitos ocorridos em abril foi uma "infeção bacteriana e a falta de pessoal de saúde especializado para prestar cuidados médicos".

Colapso

Para o representante da OMS na Líbia, as "mortes trágicas" foram resultado de causas facilmente evitáveis e que apontam para o "grande colapso do sistema de saúde do país".

Jaffar Hussain Syed lembrou que o centro é o único que oferece o tipo de cuidados em todo o sul do país. O responsável disse haver receios de mais perdas se não forem tomadas medidas urgentes, especialmente entre as populações mais vulneráveis.

A agência alerta para um "sistema de saúde já debilitado à beira do colapso na Líbia ". As causas são a grave falta de profissionais de saúde e de medicamentos para cerca de 1,9 milhão de pessoas que precisam de serviços de saúde.

Perdas

Ao Governo da Líbia e à comunidade internacional, o apelo é que apoiem a área da saúde, que faz parte do Plano de Resposta Humanitária ao país. Ao todo são necessários US$ 50,4 milhões para este ano, mas apenas 20% foram recebidos até o momento.

A agência explicou que o auxílio vai permitir reforçar as intervenções de saúde essenciais e reduzir a perda desnecessária de vidas.

Antes, o representante especial do secretário-geral da ONU para a Líbia, Ali Al-Za'tari, disse que estão a aumentar as mortes causadas por infeções e pelos poucos recursos no país.

O também coordenador Humanitário disse que têm sido pedidos valores para apoiar o sistema marcado pela falta de médicos especialistas e de equipamentos essenciais, como kits de esterilização.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

 

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