Agências destacam potencial para salvar vidas no Dia Internacional da Parteira

5 maio 2016

Unfpa defende que melhores recursos para profissionais salvariam até dois terços de mães e de recém-nascidos; OMS quer reforço da formação para melhorar a qualidade da prestação de cuidados.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Agências das Nações Unidas juntam-se a parceiros de vários países na celebração do 5 de maio, Dia Internacional da Parteira.

O Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, estima que poderiam ser salvas 300 mil mulheres por ano com parteiras treinadas, equipadas e apoiadas. A agência calcula que as mortes infantis que seriam evitadas chegariam a 10 vezes mais.

Planeamento

Falando à Rádio ONU, de Maputo, a responsável pela saúde sexual e reprodutiva e planeamento familiar da Unfpa em Moçambique, Arsénia Nhancale, apontou que o grupo faz mais do que ajudar no momento de dar à luz.

"Ela acaba tendo muitas funções para responder às necessidades dos utentes. Por isso mesmo é de facto uma categoria fundamental e essencial na área da saúde e infantil. Ainda há desafios tendo em conta o número de parteiras considerando o rácio pela população. Estamos a falar de 44,6 enfermeiras de SMI (Saúde Materna e Infantil) por 100 mil habitantes."

O Unfpa destaca o papel das parteiras para as mães antes e depois do parto, na proteção da saúde dos recém-nascidos, no aconselhamento sobre o planeamento familiar e para ajudar a prevenir a transmissão do HIV de mãe para filho.

Serviços

Estima-se que dois terços das mortes maternas e de recém-nascidos seriam evitadas com uma melhor capacitação das profissionais a cargo de 87% dos serviços essenciais de saúde sexual, reprodutiva, materna e neonatais.

De acordo com o Unfpa, 42% de pessoas com habilidades obstétricas trabalham nos 73 países onde ocorrem mais de 90% das mortes de mães e de recém-nascidos.

Formação

A Organização Mundial da Saúde, OMS, revelou que 90% do atendimento essencial aos dois grupos pode ser garantido por parteiras instruídas dentro de padrões internacionais e num sistema de saúde completamente funcional.

Para a agência, é essencial reforçar a formação de parteiras para oferecer qualidade de alto padrão de prestação de cuidados maternos aos recém-nascidos do mundo.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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