EUA devem receber dezenas de refugiados somalis que saem da Eritreia

2 maio 2016

Acnur instalou primeiro grupo na Eslováquia antes da sua viagem para o destino final; Cidadãos da Somália em território eritreu têm condições limitadas para sobreviver e não estão dispostos a retornar ao seu país.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, anunciou esta segunda-feira a chegada de 37 somalis na Eslováquia a partir da Eritreia.

O grupo está a caminho dos Estados Unidos, onde a agência da ONU ajuda a criar condições de reassentamento em parceria com o Escritório para Questões de Refugiados e a Organização Internacional para Migrações, OIM.

Exames

O visto de seis meses dado aos somalis pela Eslováquia vem antes de uma entrevista com o consulado norte-americano e de realizarem exames médicos antes de partirem para o destino final, em território dos Estados Unidos.

O Acnur disse ter instalado 281 somalis em países como a Austrália, com 132 cidadãos, e o Canadá que recebeu 52 refugiados. Uma das prioridades da agência é encontrar soluções permanentes para os somalis a viver na Eritreia.

Em quase 20 anos ainda não há desfecho duradouro para os residentes no país vizinho que não tem oportunidades para a sua subsistência e nem soluções à vista. Os somalis não querem ser repatriados para a sua terra.

Subsistência

No Acampamento de Umkulu, com mais de 3,4 mil somalis, a agência da ONU tem apoiado pequenos esquemas de subsistência para ajudar a sustentar os refugiados nos últimos anos.

O auxílio inclui a oferta de serviços básicos como alimentos, cuidados primários de saúde, educação, água e saneamento.

Empreendimentos

Os projetos de subsistência incluem a criação de animais para pequenas empresas, formação em informática e técnicas para gerir pequenos empreendimentos.

As famílias somalis reassentadas na Eritreia recebem aulas de orientação cultural dentro do acampamento antes de chegarem à capital Asmara,  de onde devem partir para o exterior.

Depois de cumprirem o processo de migração e exames médicos recebem documentos de viagem internacionais tratados pela Cruz Vermelha.

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