Gaza sofre com proibição à importação de cimento
BR

2 maio 2016

Israel está impedindo processo para o setor privado por causa de alegações sobre o desvio do material; restrições sobre a importação aumentaram em 18 de abril depois da descoberta de um túnel ligando Gaza à Israel.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A proibição de Israel sobre a importação de cimento para o setor privado na Faixa de Gaza causou escassez do material e aumento dos preços.

A decisão das autoridades israelenses foi tomada depois das denúncias de que boa parte do produto estava sendo desviada. O comércio de cimento foi retomado em outubro de 2014 como parte do Mecanismo de Reconstrução da Faixa de Gaza.

Túnel

As restrições foram reconfirmadas em 18 de abril, depois da descoberta de um túnel ligando Gaza à Israel.

Antes da suspensão, desde outubro do ano passado, 75 mil toneladas de cimento estavam entrando em Gaza, através da passagem de Kerem Shalom, para serem usadas pelo setor privado.

O material estava sendo utilizado em projetos de reparos e reconstrução de 171 mil residências e outras instalações danificadas ou destruídas durante as hostilidades entre israelenses e palestinos em 2014.

As organizações que fornecem ajuda aos palestinos para a compra do material tiveram de suspender a assistência monetária a mais de 1,3 mil famílias como resultado da escassez e do aumento dos preços.

Segundo o escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, mais de 75 mil pessoas cujas as casas foram destruídas ou severamente danificadas continuam deslocadas.

O sindicato dos trabalhadores palestinos informou que a falta de cimento está prejudicando o trabalho de 40 mil funcionários do setor de construção.

 

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