Cimeira Humanitária: “oportunidade única” para pôr ajuda na “1ª página”

29 abril 2016

Avaliação é do embaixador da União Europeia junto às Nações Unidas; em entrevista à Rádio ONU, João Vale de Almeida disse que todos devem ter consciência que é preciso fazer mais e fazer melhor”.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A primeira Conferência Humanitária Mundial está marcada para os dias 23 e 24 de maio em Istambul, na Turquia. De acordo com estimativas das Nações Unidas, cerca de 125 milhões de pessoas no mundo precisam de assistência.

Em entrevista à Rádio ONU, o embaixador da União Europeia junto às Nações Unidas, João Vale de Almeida, falou sobre as expectativas do bloco para a cimeira.

Primeira Página

“Temos uma grande expectativa, pensamos que é uma oportunidade única para pôr a ajuda humanitária na primeira página. Que os líderes mundiais, os dirigentes do mundo, tomem consciência da importância de apoiar 125 milhões de pessoas que necessitam de ajuda humanitária em todo o mundo. É preciso que haja um quadro jurídico mais sólido, é preciso que haja mais ajuda financeira, mas é preciso também que essa ajuda financeira seja utilizada e implementada de uma forma mais eficaz.”

Durante a visita que efetua até esta sexta-feira à Europa, o secretário-geral  da ONU apelou aos líderes europeus para que estes "respeitem os princípios que orientaram o continente" acolhendo migrantes e refugiados.

Na entrevista, João Vale de Almeida mencionou a atual crise ressaltando as necessidades dos refugiados.

Refugiados

“Temos refugiados na Europa, temos uma situação difícil na Europa, mas há situações difíceis em todo o mundo. Em África, em Ásia, na América Latina. Há milhões e milhões de refugiados, de pessoas que precisam de ajuda. É preciso que os líderes mundiais, não só aqueles que vêm dos países que dão ajuda, mas também daqueles que recebem essa ajuda, os beneficiários, e também aquelas organizações da sociedade civil que estão no terreno a ajudar às pessoas. É preciso que todos estejam juntos, que tenham consciência que é preciso fazer mais e fazer melhor, este é o sentido desta cimeira.”

Cálculos da ONU são de que há 60 milhões de pessoas desalojadas ou refugiadas no mundo, o número mais alto dos últimos tempos.

O embaixador europeu falou ainda sobre o que seria, para ele, o principal resultado da cimeira humanitária: “que haja um acordo entre todos para fazer mais e melhor para ajudar os que precisam” no mundo.

 

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