Chuvas e deslizamentos de terra provocam milhares de vítimas no Iémen

28 abril 2016

Comunidades inteiras afetadas com o corte de estradas no país árabe; Crescente Vermelho diz que maior número de mortos ainda é causado pelo conflito; mediador pede concessões para alcançar acordo entre as partes dos confrontos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Mais de 30 mil pessoas foram afetadas por chuvas repentinas e deslizamentos de terra que destruíram cerca de mil casas em várias partes do Iémen. A ONU  foi informada da morte de pelo menos 24 pessoas desde meados de abril.

Em nota emitida esta quinta-feira, o Crescente Vermelho cita o isolamento de comunidades inteiras após o corte de estradas. As águas das cheias baixam mas os charcos preocupam devido à propagação de doenças como a malária e a dengue.

Necessidades

As províncias mais afetadas são Abyan, Amran, Hajjah e Hodeidah onde as necessidades urgentes incluem água potável, comida, abrigo, auxílio de saúde e artigos de higiene.

Cerca de 9 mil afetados pelas inundações receberam alimentos e 4 mil deslocados receberam utensílios domésticos, incluindo itens de higiene.

Populações

O Crescente Vermelho refere que apesar do aumento do sofrimento com as chuvas e das cheias repentinas é importante ter em mente que o conflito de um ano piorou a situação das populações.

O chefe da delegação da instituição no Iémen, Alexandre Faite,  considera que os confrontos são a principal razão para a perda de vidas e o aumento das necessidades humanitárias.

Entretanto, o enviado especial da ONU para o país disse esta quarta-feira que "uma atmosfera positiva prevaleceu" durante o diálogo para o fim do conflito,  apesar de diferenças claras entre delegações sobre questões fundamentais.

Ismail Ould Al-Sheikh Ahmed considera essencial que todas as partes façam concessões para o bem do país e do seu povo e que seja alcançado um acordo político global para restaurar a segurança e a estabilidade no país árabe.

Desescalada

Em nota, o enviado afirmou que teve diálogos que abordaram as formas de reforço do comité que coordena a desescalada e os mecanismos de coordenação.

Ould Al-Sheikh Ahmed disse que está em debate a visão para o próximo período e esperam-se sugestões construtivas dos participantes para garantir uma solução global para o conflito.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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