ONU deplora aumento de ataques a figuras de alto escalão no Burundi

27 abril 2016

General burundês e esposa assassinados na segunda-feira, um dia depois de alegada tentativa de morte de um ministro; Conselho de Segurança debate contribuição internacional com polícias para o país africano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos condenou o "crescente número de ataques contra funcionários de alto nível no Burundi", incluindo o assassinato do general Athanase Kararuza e sua esposa na segunda-feira.

Zeid Al Hussein emitiu a nota esta quarta-feira, horas antes do encontro do Conselho de Segurança para debater a contribuição de polícias internacionais para serem enviados ao país. Pelo menos 31 pessoas foram mortas em ataques em abril, depois de nove vítimas registadas em março.

Conflitos

Um representante do escritório de Zeid deve intervir no evento onde participam o subsecretário-geral para as Operações do Paz, Hervé Ladsous, e o enviado especial para a Prevenção de Conflitos, Jamal Benomar.

A nota do chefe dos Direitos Humanos menciona a "aparente tentativa de assassinato" do ministro dos Direitos Humanos, Assuntos Sociais e Género do Burundi, Martin Nivyabandi, ocorrida no domingo.

Lei

Zeid condena com veemência o tipo de ataques, apela a que sejam devidamente investigados para a prisão dos responsáveis e que os envolvidos sejam levados a responder perante a lei.

O representante disse que a grande maioria das ações é realizada por homens armados não identificados, o que aumenta receios de que os assassinatos direcionados piorem a "extremamente perigosa espiral de violência e de instabilidade no Burundi”.

Crise Política

O alto comissário encoraja às partes envolvidas a aproveitar a oportunidade das próximas conversações sobre o país para se envolverem num diálogo significativo para melhorar a situação dos direitos humanos e encontrar uma solução duradoura para a atual crise política.

A sessão, agendada para a cidade tanzaniana de Arusha, será facilitada pela Comunidade dos Países da África Oriental.

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