Chefe humanitário quer apoio para alargar operações no Iémen

27 abril 2016

Apelo a uma solução política marca visita a área controlada por rebeldes; partes envolvidas instadas a atuar de acordo com leis internacionais e a evitar ataque a infraestruturas civis.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O coordenador humanitário da ONU no Iémen disse esta quarta-feira que as agências do setor estão determinadas a estender as suas operações humanitárias no país. Jamie McGoldrick apelou ao apoio das autoridades para tais esforços.

O pedido do representante é que haja respeito à independência da ação humanitária. O apelo à comunidade internacional é que intensifique o auxílio para garantir que sejam atendidas as necessidades essenciais no país árabe.

Avaliação

As declarações foram feitas no fim de uma visita de avaliação à província de Saada, no norte. Grande parte da área é controlada por rebeldes.

O pedido às partes em conflito é que estas mantenham o empenho em suspender as hostilidades e permitam o acesso humanitário desimpedido. Para McGoldrick,  somente uma solução política pode acabar com o sofrimento no Iémen.

A expectativa é que a cessação das hostilidades permita aumentar as atividades humanitárias e abrir caminho para a paz.

Falta de Recursos

Durante a deslocação foi visitada a Unidate de Tratamento Intensivo do Hospital Jomhouri, que está à beira de encerrar devido à falta de recursos.

Trata-se de uma as poucas unidades sanitárias ainda em funcionamento na província e a principal que trata feridos.

Danos

A cidade de Haydan destaca-se pelo cenário marcado pela destruição da infraestrutura civil. Os danos em escolas impedem o acesso de 3 mil estudantes à educação e  de 10 mil pessoas aos cuidados de saúde.

O enviado disse que as instituições de ensino e de saúde devem ser preservadas como espaços neutros e protegidos durante um conflito armado.

McGoldrick pediu que as partes em confronto atuem de acordo com o direito internacional humanitário e não ataquem infraestruturas civis, tendo apontado "consequências devastadoras" desses atos em especial para crianças.

 

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