Angola quer ter cerca 90% de pessoas imunizadas em todo o país

27 abril 2016

Semana Mundial de Imunização começou em 24 de abril; em entrevista à Rádio ONU, especialista em imunização do Unicef no país destacou apoio dos militares à campanha.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola quer que o número de pessoas imunizadas chegue perto dos 90% em todo o país, segundo o especialista em imunização do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

De Luanda, em entrevista à Rádio ONU, Titus Angi falou sobre a Semana Mundial e Africana de Vacinação, a destacar o apoio dado pelos militares.

Militares Vacinadores

"São mesmo vacinadores, estão a apoiar com vacinação. Polícias também estão a ajudar em termos de criar ordem em áreas de vacinação. Temos cadetes e militares que são do Instituto Superior de Saúde. Esses cadetes foram treinados, cerca de 300 ou 400 que apoiaram a vacinação em Luanda. Esses militares foram treinados como vacinadores."

O especialista ressaltou também a mobilização provocada pela semana de vacinação.

Mobilização

"A semana de imunização é muito importante para nós em Angola. Parceiros, assim como o governo, querem aumentar a cobertura de vacinação no país. Nestes dois, três anos, houve uma tendência de declínio de cobertura de vacinação de rotina. Esta semana é bem-vinda porque ajuda a criar mais mobilização da comunidade, de pessoal, de recursos para assegurar que haja vacinação em áreas de difícil acesso."

Entre os desafios para o sucesso da Semana Africana de Vacinação no país, Titus Angi citou a falta de recursos, as chuvas intensas que bloqueiam o acesso, a logística e o controlo dos agentes causadores de doenças como a febre-amarela.

Surto de Febre-amarela

Esta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, reiterou que foram detetados casos de febre-amarela em vários países de África e da Ásia, associados ao atual surto em Angola.

A "preocupação particular" da diretora geral da agência é com o risco de a doença se espalhar em grandes áreas urbanas. Margaret Chan "recomenda vigorosamente" a todos os viajantes que se deslocarem ao país que garantam que estão vacinados contra a doença e tenham um certificado válido.

No entanto, com os dados atuais, a agência não recomenda nenhuma restrição de viagens e do comércio e destaca que a vacinação antes de ir para as áreas afetadas e as medidas para evitar picadas de mosquito são suficientes para prevenir a doença.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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