Chefe humanitário reforça pedido de socorro para carenciados na Líbia

27 abril 2016

Responsável revela que oferta de medicamentos pode durar pouco mais de um mês; iminente surgimento de doenças devido a problemas de recolha de resíduos e ao mau funcionamento de esgotos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O coordenador Humanitário das Nações Unidas na Líbia disse que muitas pessoas chegaram ao ponto de rutura ou enfrentam a falta de produtos básicos devido à crise no país.

Em nota, Ali Al-Zatari falou de cidadãos que sofrem com as condições inseguras, insalubres ou danos causados à infraestrutura. O responsável sublinha que "não há tempo a perder para fazer chegar alívio aos necessitados".

Assistência

O representante saudou uma nova contribuição de US$ 30 milhões para financiar o plano humanitário. O valor elevou para 18,2% a percentagem de fundos para prestar assistência ao país este ano, do total de US$ 165 milhões.

A lista dos doadores inclui a Comissão Europeia, a Itália, o Canadá, a Suíça, os Estados Unidos, a Coreia do Sul e a Suécia.

Resposta Humanitária

O coordenador destaca que os fundos pretendem aliviar o sofrimento dos carenciados, que incluem refugiados, deslocados, candidatos a asilo e migrantes devido ao conflito e à insegurança. Ele advertiu que a resposta humanitária "continua perigosamente subfinanciada".

Al-Zatari disse que a proporção disponível continua a não chegar para salvar vidas na Líbia. Como exemplo das necessidades, mencionou "o risco muito real de que a oferta de medicamentos essenciais não ultrapasse junho".

Doenças

Em várias áreas já não funcionam os serviços de recolha de resíduos nem os esgotos. O alerta de especialistas de saúde é que surtos de doenças evitáveis possam aumentar, o que para Al-Zatari "não se pode permitir que aconteça".

O apelo aos doadores é que aumentem o seu apoio "antes que seja tarde demais".

*Apresentação: Denise Costa.

 

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