Autoridades de África Oriental reforçam conhecimentos sobre controlo de drogas
Treinamento em Nairobi segue até o final da semana, com participação de profissionais do Burundi, Etiópia, Quénia, Ruanda e Tanzânia; falta de acesso a medicamentos para a dor é questão abordada por OMS.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O Comité Internacional de Controlo de Narcóticos está a promover um treinamento com autoridades dos países de África Oriental. As sessões decorrem até sexta-feira, no escritório da ONU em Nairobi, no Quénia.
Participam representantes do Burundi, Comoros, Etiópia, Quénia, Madagáscar, Ruanda, Tanzânia, Uganda e Seychelles. Os especialistas estão a reforçar seu conhecimento sobre o controlo internacional de drogas.
Saúde
As autoridades se atualizam sobre as convenções ligadas aos narcóticos, sobre drogas psicotrópicas (as que agem diretamente no sistema nervoso central) e químicos.
A Organização Mundial da Saúde, OMS, também participa do seminário, numa sessão ligada ao uso de narcóticos para fins médicos e científicos.
Dor
Segundo um relatório publicado em fevereiro, os principais obstáculos para o acesso a medicamentos para o alívio da dor incluem a falta de treinamento e de conhecimentos, além do medo da dependência e recursos financeiros limitados.
São produzidos medicamentos para dor suficientes para toda a população mundial que precisa, mas ainda assim, três entre quatro pessoas têm acesso limitado ou nenhum acesso a substâncias para o alívio da dor.
Este será um dos principais temas a ser tratado no seminário, que conta também com a participação de representantes da União Africana e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc.
Leia e Oiça:
Lusófonos “têm a ganhar” com parcerias para travar consumo de drogas
Conferência marítima debate combate às drogas na Guiné-Bissau
Brasil defende políticas mais humanas para resolver problema das drogas