Jovens reunidos em Fórum Global no Azerbaijão
BR

26 abril 2016

Evento promovido pela Aliança das Civilizações da ONU debate formas de conter o aumento do extremismo violento e evitar conflitos; para Aliança, sociedades inclusivas não podem existir sem participação da juventude.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Começa formalmente esta terça-feira o 7º Fórum Global da Aliança das Civilizações da ONU, que está sendo realizado no Azerbaijão.

Representantes de entidades e organizações ligadas aos jovens participam do encontro que vai até quarta-feira em Baku, a capital do país. Eles vão debater formas para conter o aumento do extremismo violento e evitar conflitos.

Sociedades Inclusivas

Segundo o alto representante da Aliança das Civilizações, Nassir Al-Nasser, “os jovens têm a capacidade de transformar o mundo para melhor”. Ele explicou que “as sociedades inclusivas não podem existir sem a participação total dos jovens”.

O alto representante disse que “os conflitos enfrentados no mundo podem deixar as pessoas se sentindo fracas e impotentes, com medo ou raiva”. Ele fez um alerta das consequências sobre essas situação.

Ele afirmou que “as consequências de as pessoas cederem a esses sentimentos podem causar um aumento da xenofobia, exclusão e marginalização dos que se sentem ameaçados, seja economicamente ou de forma regiliosa ou étnica”.

Al-Nasser explicou que as atividades e os programas da Aliança com foco nesse grupo foram criados tendo como base os princípios de que os jovens representam “os agentes primários de mudança, não somente para o futuro, mas também para o presente”.

Num evento de pré-abertura do Fórum, nesta segunda-feira, Rashida Namulondo, que é atriz ugandesa, disse que “as pessoas estão desconectadas porque não conhecem as experiências vividas pelos outros”.

Compartilhar Experiências

Namulondo tem um blog onde as pessoas podem compartilhar suas experiências. Segundo ela, “é importante que todos contem suas histórias e escutem as dos outros”.

O encontro, cujo título é “Vivendo Junto em Sociedades Inclusivas: Narrativas do Amanhã”, contou também com a participação de Lou Louis Loboka, do Sudão do Sul.

Ele é médico cientista e se tornou refugiado por causa da violência. Loboka regressou ao seu país para abrir uma clínica de saúde.

O especialista disse que “muitos jovens não têm qualquer tipo de educação escolar e por isso estão criando problemas no país”. Loboka afirmou que para contribuir com o desenvolvimento do sudão do Sul, quer aprender como outros países conseguem unir seus jovens”.

Facebook e WhatsApp

Os jovens que estão participando do encontro nunca se viram antes, mas começaram a compartilhar suas experiências pela internet através do Facebook, WhatsApp e outras plataformas digitais.

As conclusões dos debates vão ser apresentadas a autoridades de alto nível da ONU e de vários governos durante outras sessões do Fórum Global. Além disso, o material será publicado como referência para ser usado por organizações de jovens e outros grupos da sociedade civil.

O objetivo é que os participantes promovam os resultados do encontro em seus países de origem, em suas comunidades e também em plataformas de ação.

 

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