“Comunidade internacional está fracassando no Iraque”
BR

25 abril 2016

Alerta foi feito pela vice-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos em visita ao país árabe; Kate Gilmore afirmou que o conflito ainda está tendo um “impacto terrível” sobre a população civil.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A vice-alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Kate Gilmore, afirmou que a “comunidade internacional está fracassando no Iraque”.

Gilmore fez o alerta depois de visita ao país. Ela disse que “o conflito ainda está tendo um impacto terrível sobre os civis”.

Investimento

A vice-chefe do escritório de Direitos Humanos declarou que “é correto que os parceiros globais ajudem o Iraque a derrotar os extremistas”, mas ao mesmo tempo deve haver um investimento em assistência não militar à nação.

Depois de uma semana no Iraque, a representante da ONU disse que a violência diminuiu nos acampamentos para deslocados montados em várias áreas.

Gilmore afirmou que fora isso, as pessoas que estão nesses locais “não têm acesso a hospitais, não têm dinheiro, plano de saúde ou qualquer tipo de benefício social”.

Paz

Segundo ela, a única coisa que existe é a ausência de armas e ela pergunta se isso é paz ou se é digno.

No acampamento na região de Dohuk, no norte do Iraque, a vice-alta comissária afirmou que “os residentes estão há meses sem uma muda de roupas para trocar”.

Gilmore declarou que “isso é prova da necessidade da comunidade internacional fazer mais do que apenas realizar investimento militar no país, que tem ajudado as Forças de Defesa iraquianas no combate aos extremistas há mais de dois anos”.

“Day After”

Desde 2014, o escritório de Direitos Humanos disse que 18 mil pessoas foram mortas nos conflitos no país. O número de feridos é o dobro desse total.

Planejando para o que chamou de “day after” ou “dia seguinte”, depois da derrota do grupo terrorista Isil, Gilmore declarou que será preciso atacar os problemas da corrupção e má governança.

Segundo ela, “será um processo extremamente complicado por causa da paralisia política do país onde não existe um Estado de direito”.

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