Malária continua a ser a doença que mata mais crianças em Moçambique

25 abril 2016

País registou 6 milhões de casos em 2015; 2 mil pacientes morreram durante o período; Unicef apoia a formação de agentes comunitários de saúde para combater a doença.

Ouri Pota , da Rádio ONU em Maputo.

No âmbito do combate a Malária, Moçambique está a implementar todos os métodos de controle disponíveis como redes mosquiteiras, pulverização dentro de residências e terapia combinada com derivados de artemisina.

No entanto, a doença continua a ser a principal causa da morte em crianças em todo o país, segundo o diretor do Programa Nacional de Combate à Malária, Baltazar Candrinho.

Mortes

“É a principal causa dos óbitos, especialmente em crianças menores de cinco anos. É um importante problema de saúde pública. Desde 2012 que nós assistíamos grande aumento de óbitos morte por malária. No último ano, 2015, nós conseguimos registar uma diminuição de óbitos em cerca de 24%. Passámos de cerca de 3 mil óbitos para 2,4 mil óbitos”.

Embora haja diminuição de casos, Candrinho diz que os atuais números preocupam o governo e os parceiros.

Números Altos

“Estamos a falar de 6 milhões de casos no último ano, com 2 mil óbitos. São números ainda muito elevados que preocupam a todos nós, ao Ministério de Saúde e ao Governo de Moçambique. Neste momento, as províncias que precisam de maior atenção coincidem com as que têm maior população: Nampula, Zambézia, Cabo Delgado e um peso de malária considerável na província de Inhambane.”

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, tem estado a apoiar o governo na ampliação dessas intervenções e na conscientização da comunidade para a demanda e a utilização dos métodos de prevenção.

Comunidades

O especialista de Saúde da agência Frederico Brito disse que o apoio do Unicef permite que agentes polivalentes elementares nas comunidades estejam empenhados na luta contra a malária.

Eles promovem o uso da rede mosquiteira nas famílias, o diagnóstico e o tratamento da malária em áreas remotas de Moçambique.

Para reforçar o trabalho nas comunidades, a agência da ONU apoia igualmente a formação de líderes religiosos sobre temas como a prevenção da malária e outros assuntos de interesse do bem-estar da mulher e criança.

 

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