Dilma fala em orgulho da contribuição do Brasil para o acordo do clima
BR

22 abril 2016

Na cerimônia de assinatura do tratado, na sede das Nações Unidas, presidente destaca a “histórica conquista da humanidade”; Dilma Rousseff volta a reforçar meta do país de reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa até 2025.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

No saguão da Assembleia Geral da ONU, a presidente do Brasil discursou na cerimônia de assinatura do Acordo de Paris. Em Nova York, Dilma Rousseff afirmou ter orgulho da contribuição do país para a construção do documento.

Segundo a presidente, essa é uma “histórica conquista da humanidade”. Mas Dilma lembrou que firmar o acordo é “apenas o começo”, a parte mais fácil, e relembrou os compromissos do Brasil para combater a mudança climática.

Desmatamento Zero

Anunciei aqui mesmo a contribuição brasileira de 37% de redução dos gases de efeito estufa até 2025, assim como a ambição de alcançarmos uma redução de 43% até 2030 – tomando 2005 como o ano base, em ambos os casos. Alcançaremos o desmatamento zero na Amazônia e vamos neutralizar as emissões da supressão legal de vegetação.”

A presidente brasileira também citou o desafio de reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e 15 milhões de hectares de pastagens degradadas. Na ONU, Dilma Rousseff afirmou que fontes renováveis de energia terão participação na matriz energética ampliada, até alcançar 45% em 2030.

Crise Política

Segundo a presidente, o Brasil traçou “metas ambiciosas e ousadas” porque sabe que os riscos associados aos efeitos negativos tem forte impacto sobre as populações vulneráveis.

Dilma Rousseff encerrou o discurso citando a crise política do país.

“Não posso terminar minhas palavras sem mencionar o grave momento que vive o Brasil. A despeito disso, quero dizer que o Brasil é um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é um povo trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvida, impedir qualquer retrocesso.”

A presidente do Brasil está entre os quase 170 líderes de países que decidiram firmar o Acordo de Paris logo no primeiro dia de assinaturas. O tratado de combate à mudança climática entra em vigor 30 dias após ser ratificado por pelo menos 55 países que juntos, emitem 55% dos gases de efeito estufa.

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