Líderes pedem que preço do carbono cubra 50% das emissões globais
BR

21 abril 2016

Cobertura precisaria ser alcançada na próxima década, mas para 2020, meta é de precificar 25% das emissões; presidentes da França, do Chile e premiê do Canadá fazem parte do painel do Banco Mundial e FMI.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Líderes internacionais divulgaram esta quinta-feira nova metas para colocar um preço na poluição causada pelo dióxido de carbono. A proposta é conseguir que 25% das emissões globais sejam precificadas até 2020, o dobro do nível atual.

A longo prazo, o objetivo é ter 50% de cobertura na próxima década. O Painel de Precificação do Carbono foi criado pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional, FMI.

Rio de Janeiro

Participam do grupo o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeu, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, os presidentes da França, François Hollande e do México, Enrique Peña Nieto, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, entre outros.

Segundo o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, colocar um preço na poluição causada pelo carbono é essencial para reduzir emissões e focar na produção de energias renováveis.

Valores

Atualmente, 40 países e 23 cidades, estados e regiões do mundo já colocam um preço na poluição causada pelo carbono. Isso representa 7 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, valendo cerca de US$ 50 bilhões e cobrindo 12% das emissões globais.

Os líderes do painel querem que a medida seja implementada em mais nações e com rapidez, sendo essencial para evitar que a temperatura média do planeta suba mais do que 2° C, como previsto no Acordo de Paris, que será assinado nesta sexta-feira.

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