Angola quer mais responsabilidade e união em torno do Acordo do Clima

22 abril 2016

Ministra do Ambiente quer progresso como fator de ligação; Fátima Jardim citou impacto de chuvas intensas no país como exemplo do impacto alterações climáticas; Angola abre campo para colaborar com Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola pediu responsabilidade e união de propósitos no combate às alterações climáticas por ocasião da assinatura do Acordo do Clima, a decorrer esta sexta-feira em Nova Iorque.

A ministra angolana do Ambiente, Fátima Fonseca, representa o país no evento que formaliza a adoção do tratado adotado em Paris em dezembro. As Nações Unidas esperam que enviados de mais de 165 nações assinem o pacto.

Planeta

"Todos os que rubricaremos o acordo temos que ser responsáveis por, depois desta longa discussão, levarmos os nossos países a puderem com a adoção da nova era criarmos uma oportunidade. Protegendo deste diálogo devemos ver como a sustentabilidade do nosso planeta pode, com progresso e bem-estar, assegurar a que a partir do clima possamos ter uma grande questão global que nos possa unir para sempre."

A ministra disse que o evento é marcado pela solidariedade para proteger o planeta em torno de um modelo para reforçar a sustentabilidade ambiental. O ato de assinatura coincide com o Dia Internacional da Mãe Terra.

Desabamento

Angola regista chuvas intensas que, segundo Fátima Jardim, ilustram o quanto as alterações climáticas têm impacto no desenvolvimento. Dezenas de pessoas morreram desde março e a capital Luanda é marcada pelo desabamento de casas e deslizamentos de terra.

Para a ministra, é necessário mais apoio para a adaptação à mudança do clima em varias áreas angolanas, tal como em diferentes nações em desenvolvimento.

"Temos anos em que chove muito e temos outros anos em que temos seca. O prognóstico, a previsibilidade do que constitui o clima e o que nós decidimos neste acordo de Paris poderá, no que diz respeito Angola, se tivermos capacidades instituições e a possibilidade de incluir isto e integrar nos nossos políticas programas, vamos melhor saber gerir melhor as pessoas mais afetadas são as mais vulneráveis."

Fátima Jardim defende o aumento da cooperação para investimentos em ações climáticas com foco em áreas como a produção de energias renováveis.

Angola e Brasil têm um projeto energético, uma área que a governante disse estar aberta para a atuação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp.

 

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