Documento poderá ser assinado até abril de 2017, porém mais de 160 países confirmaram que participam do evento de 22 de abril na sede da ONU; Brasil, China e Estados Unidos entre os que assinam o acordo logo no primeiro dia.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.
Após anos de negociações, em dezembro do ano passado os líderes mundiais adotaram, na capital francesa, o texto do Acordo de Paris. O documento indica medidas de combate à mudança climática, incluindo o compromisso das nações reduzirem as emissões de gases de efeito estufa e assim, evitar que a temperatura média global suba mais do que 2º Celsius.
Mas para entrar em vigor, primeiro o acordo precisa ser firmado. O documento estará aberto para assinaturas, durante o prazo de um ano, a partir de 22 de abril, quando é celebrado o Dia da Terra, até abril de 2017.
Líderes
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, decidiu convidar os líderes mundiais para uma cerimônia oficial na sexta-feira, na sede em Nova York. E o resultado surpreendeu até mesmo a organização: 162 países já confirmaram que irão assinar o Acordo de Paris logo no primeiro dia.
A vice-diretora da agência da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, explicou, em entrevista à Rádio ONU, porque o acordo é tão importante. Em Nova York, Maria Helena Semedo diz que a atitude dará frutos a longo prazo.
Empenho
“Isso vai permitir que nós possamos viver num planeta em que todos possam ter uma vida digna e possamos proteger o nosso ambiente. Para nós, FAO, é muito importante. A agricultura não está no acordo, mas faz-se referência à segurança alimentar. Daí a presença da FAO e nós saudamos a assinatura desse acordo. Sobretudo porquê vai haver um número muito grande de chefes de Estado que vão aqui estar, mostrando que há um empenho em realmente reduzir a contribuição para o aquecimento global do planeta.”
Depois da assinatura, o documento será enviado para os Congressos e Parlamentos dos Estados-membros. O acordo só entrará em vigor 30 dias após ser ratificado por, pelo menos, 55 países, que juntos, emitem 55% das emissões globais de gases.
China e Estados Unidos, entre os maiores emissores do mundo, confirmaram que participam da cerimônia de 22 de abril. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, também estará presente.
A sessão de assinaturas será na Assembleia Geral, mas vários eventos paralelos ocorrerão ao longo do dia, focando no financiamento das ações em prol do clima e no desenvolvimento sustentável.
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