ONU quer maior participação das mulheres para desenvolvimento africano
BR

20 abril 2016

Vice-secretário-geral fez a declaração durante o Fórum de Alto Nível "África que Queremos em 2030, 2063 e o Futuro; Jan Eliasson recomendou liderança e compromisso para avanço do continente.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, fez esta quarta-feira um apelo à uma "liderança sábia e a um espírito de compromisso" a todos os países do mundo.

A meta, segundo Eliasson, é transformar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em planos nacionais e melhorar a vida de milhões de pessoas, incluindo africanos.

O vice-secretário-geral fez a declaração durante o Fórum de Alto Nível "África que Queremos em 2030, 2063 e o Futuro", realizado na sede da organização em Nova York.

Ação

Eliasson disse que “as altas ambições carecem de ação audaciosa e decisiva”. Ele afirmou ainda que a expectativa das pessoas em relação aos seus líderes, em todos os níveis, é que “ajam e sejam responsáveis pelas suas ações”.

O número dois da ONU declarou que a natureza da agenda 2030 e do Plano de Transformação da África, que é a Agenda 2063, exige a definição de prioridades.

Entre elas, destacou o empoderamento das mulheres como "essencial para o trabalho conjunto" com as Nações Unidas.

Conflitos

O vice-secretário-geral classificou o papel feminino como catalisador e como a máquina do desenvolvimento. Ele afirmou que todos se beneficiariam se fosse dado às mulheres e meninas o seu devido espaço.

Em segundo lugar,  frisou que ambas as agendas destacam que é importante acabar com os conflitos e exigem que governos, países das regiões e do mundo se concentrem nas raízes dos problemas e também na fragilidade da situação.

Entre as motivações para as vulnerabilidades destacou a pobreza, a desigualdade, a exclusão, as falhas de gestão do governo, a falta de trabalho decente e o fluxo de armas.

Em terceiro lugar, Eliasson  destacou a necessidade de recursos suficientes, tanto em termos de capacidade como de financiamento. Ele deixou claro que a ajuda ao desenvolvimento vai continuar sendo importante, em particular, para os países menos desenvolvidos.

Para o vice-secretário-geral, há necessidade de mobilizar melhor os recursos internos através de regimes fiscais mais eficientes e equilibrados apoiados por mais medidas internacionais para combater a evasão fiscal.

Ele destacou também que é preciso conter o fluxo ilícito de milhões de dólares anuais com origem nos recursos do continente africano.

*Apresentação: Edgard Júnior.

 

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