Agricultura é “chave” para paz duradoura na República Centro-Africana

19 abril 2016

Avaliação é da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO; diretor-geral da agência da ONU e presidente do país discutiram a reconstrução do setor agrícola no país.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, José Graziano da Silva encontrou-se esta segunda-feira com o presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadera.

Eles conversaram sobre a reconstrução do setor de agricultura no país e como torná-lo um motor para paz e desenvolvimento sustentável.

Potencial Agrícola

Graziano da Silva e Touadera discutiram maneiras de impulsionar o “considerável” potencial agrícola da República Centro-Africana e como apoiar famílias de agricultores a melhorar a segurança alimentar, nutrição e fortalecer os meios de subsistência rurais.

Anos de conflito e instabilidade política prejudicaram as atividades agrícolas, das quais cerca de 75% da população do país depende para comida e renda.

Apelo

Aproximadamente 1,3 milhão de pessoas no país africano estão em situação de insegurança alimentar grave.

Em 2016, a FAO está apelando por US$ 86 milhões para prestar assistência a 1,5 milhão de pessoas. A agência da ONU precisa urgentemente de US$ 36,5 milhões para apoiar 550 mil dos agricultores mais vulneráveis durante a próxima temporada de plantio.

Prioridades

O presidente Touadera, que tomou posse no mês passado, fez do impulso à agricultora e à economia rural uma das suas prioridades políticas.

O líder centro-africano agradeceu à FAO o seu contínuo apoio durante a crise e reconheceu os projetos e programas a serem implementados atualmente no país.

Já o chefe da agência da ONU ressaltou que sem segurança alimentar não pode haver paz duradoura e que, sem paz, não é possível haver melhora nesta situação.

Tecnologias

Atualmente, apenas 5% da terra arável na República Centro-Africana é explorada a cada ano e apenas metade do pasto disponível é usado para gado.

Segundo a FAO, é preciso melhorar as tecnologias agrícolas e insumos, incluindo sementes e fertilizantes, mas também fortalecer políticas rurais.

Como exemplo, a agência citou reformas de posse da terra para permitir acesso mais amplo a empregros e a meios de subsistência nesta área.

Resiliência

Durante os últimos três anos de crise, a FAO tem apoiado comunidades vulneráveis afetadas pelo conflito.

A agência também está envolvida em formação e capacitação de profissionais do setor público e organizações não governamentais em diversos setores, incluindo atividades de geração de renda e análise de segurança alimentar.

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