FAO apoia estratégia para aumentar colheita de arroz na Guiné-Bissau

19 abril 2016

Produto está entre os cereais mais importantes cultivados e consumidos no país; produção nacional ainda não cobre necessidades do consumo e da procura da população.

Amatijane Candé, da Rádio ONU em Bissau.

O governo da Guiné-Bissau e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO, adotaram esta segunda-feira um plano para expandir a produção do arroz no país.

A Estratégia Nacional de Desenvolvimento do Setor Orizícola na Guiné-Bissau traça as bases para a autossuficiência em arroz no país.

Painel de Debate

Antes da validação o documento foi analisado por técnicos do Ministério da Agricultura, peritos do centro de pesquisa agrária, intervenientes do setor orizícola e pessoal do sistema da ONU.

A representante da FAO na Guiné-Bissau, Ana Menezes disse que a ideia é combater a insegurança alimentar que passa por assegurar da produção e acesso ao arroz.

Economia

O cereal que representa 62% da produção da classe de produtos e 80% do consumo dos guineenses. Ana Menezes realçou ainda a importância do arroz na economia do país.

“O arroz está presente na ração alimentar quotidiana da população, o que justifica a sua posição na iniciativa promovida pelo presidente da república, “Mão na Lama”, no plano Estratégico e Operacional “Terra Ranca” e nas ações a serem promovidas pela FAO”.

Projetos 

A FAO vem assistindo tecnicamente o governo na elaboração da política Nacional de Sementes, bem como o seu plano de ação, elaboração de um programa nacional para o desenvolvimento da orizicultura e preparação da lei de orientação agrícola.

Dos 306 mil hectares da área de produção do arroz de que dispõe o país, apenas 67 mil são atualmente explorados. Ana Menezes disse que o fato explica o que considerou de crónico deficit anual de cerca de 90 mil toneladas do cereal base da dieta alimentar dos guineenses.

Deficit

“Existe um grande problema na Guiné-Bissau, a produção nacional do arroz não responde às necessidades do consumo e da procura real da população, que é de cerca de 200.886 toneladas por ano e com uma produção limitada de 111.096 toneladas por ano”.

De acordo com Ana Menezes o ateliê vai contribuir para o desenvolvimento da agricultura e da economia do país. Com 130 quilogramas anuais por pessoa, a Guiné-Bissau é tida como um dos maiores consumidores de arroz na África Ocidental.

 

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