Mortes de civis no Afeganistão diminuem 13% no primeiro trimestre
BR

18 abril 2016

Por outro lado, número de feridos subiu 11% entre 1 de janeiro e 31 de março, na comparação com o mesmo período do ano passado; Missão da ONU no país documentou 600 mortes e mais de 1,3 mil feridos.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão, Unama, divulgou esta segunda-feira um balanço das casualidades envolvendo civis no primeiro trimestre do ano.

De 1 de janeiro a 31 de março, 600 civis morreram devido ao conflito e 1.343 ficaram feridos. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o total de mortes diminuiu 13%, mas por outro lado, o número de feridos subiu 11%. As crianças representam quase um terço das vítimas.

Ataques e Explosivos

O chefe da missão da ONU declarou que “a intensificação de um conflito não precisa representar aumento do sofrimento dos civis”, porque os lados em confronto deveriam levar à sério suas obrigações perante as leis de direitos humanos.

Nicholas Haysom lembra que falhar em respeitar as “obrigações humanitárias só vai gerar mais sofrimento para uma nação que já sofreu demais”. Confrontos em terra foram responsáveis pelo maior número de mortes e feridos, seguidos por explosivos improvisados, ataques suicidas e assassinatos.

Governo x Opositores

Ações de grupos anti-governo resultaram em pelo menos 60% dos incidentes com civis, enquanto as forças pró-governo causaram pelo menos 19%. A Unama explica que a porcentagem restante não pôde ser atribuída a nenhum partido específico.

A Unama pede aos grupos da oposição, especialmente ao Talibã, para acabar com os ataques suicidas. A Missão da ONU no Afeganistão lembra do ataque ocorrido em 20 de janeiro contra um ônibus, matando oito civis e ferindo outros 30.

Apesar das forças do governo terem sido responsáveis por um número muito menor de vítimas, a Unama nota que o total (127 mortes e 242 feridos) foi 70% maior do que o balanço do primeiro trimestre do ano passado. A missão nota o uso excessivo de morteiros, granadas e bombas e pede ao governo afegão para não usar os armamentos em áreas onde há civis.

No geral, a Unama nota com preocupação o aumento dos conflitos em áreas populosas, que estão matando e ferindo mulheres e crianças numa taxa mais alta do que a população em geral. O total de mulheres vítimas foi 5% maior, enquanto o total de crianças mortas ou feridas subiu 29%.

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