Líderes mundiais devem mostrar mais solidariedade com refugiados
BR

15 abril 2016

Secretário-geral da ONU fez a declaração em discurso durante reunião conjunta do Banco Mundial-FMI; Ban Ki-moon afirmou que crise é sinal de desafios profundos e que é preciso lidar com causas dos conflitos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, citou três pontos importantes para a comunidade internacional combater a crise global de migrantes e refugiados.

Em discurso durante a reunião de primavera do Banco Mundial-FMI em Washington, a capital americana, Ban afirmou que os líderes mundiais devem mostrar mais solidariedade não somente através de ajuda mas também através de realojamento e outros meios legais para essas pessoas.

Arame Farpado

O chefe da ONU disse que “acima de tudo, essa não é uma crise só de números, mas também de solidariedade”. Segundo ele, o mundo enfrenta a maior crise de refugiados e deslocados da história.

Para Ban, os refugiados têm direito a asilo e não preconceito ou arame farpado. O secretário-geral explicou que quando gerida de forma correta, a aceitação de refugiados se torna uma vitória para todos.

A “demonização” do grupo é não somente moralmente errada mas também é um “erro factual”.

Desafios

Ban disse que “o mundo deve reconhecer que as crises de refugiados e de deslocamentos internos atuais são sinais de desafios profundos”.

Ele afirmou que muitos países e até mesmo regiões inteiras, estão presas num ciclo de conflito, violência e pobreza.

O secretário-geral deixou claro que “da Síria ao Afeganistão ao Sudão do Sul, a comunidade internacional precisa solucionar as guerras que forçam a fuga da população”.

Em terceiro lugar, o chefe da ONU declarou que o mundo deve lidar com “as profundas causas dos conflitos, insegurança, má governança, exclusão política e desigualdade social e econômica”.

Ban disse que no mês que vem será realizada a primeira Conferência Humanitária Mundial, em Istambul, na Turquia.

O encontro, segundo ele, vai fornecer a plataforma para que o mundo possa colocar o foco nas raízes e prevenção dos conflitos, suprir a lacuna entre assistência humanitária e desenvolvimento, e melhorar a resposta global ao desalojamento forçado.

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