Campanha “Não está à venda”, alerta sobre tráfico humano na Tunísia

15 abril 2016

Iniciativa tem apoio da Organização Internacional para Migrações, OIM, no país; estudo publicado pela agência parceira da ONU em 2013 mostra que a Tunísia é fonte, destino e local de trânsito para vítimas da prática.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Uma iniciativa de consciencialização nacional para combater o tráfico humano foi lançada esta semana pelo Ministério da Justiça da Tunísia com o apoio da Organização Internacional para Migrações, OIM, no país.

A campanha “Não está à Venda” busca sensibilizar o público em geral, especialmente os jovens, sobre a existência e os riscos associados com o tráfico de pessoas.

Filmes

A iniciativa consiste em pequenos filmes produzidos por 30 jovens tunisianos, com idades entre 16 e 35 anos, que foram treinados por especialistas em audiovisual.

Cada produção aborda um tipo específico de tráfico identificado dentro da Tunísia e através das fronteiras.

Estes serão amplamente disseminados através das redes sociais, cinema, festivais e um deles será transmitido em rede nacional de televisão.

Questão Mundial

O tráfico de pessoas é uma questão mundial que também atinge a Tunísia. Um estudo publicado pela OIM em 2013 mostra que o país é fonte, destino e local de trânsito para vítimas da prática.

O tráfico interno diz respeito especialmente a crianças, mulheres e pessoas com deficiência, forçadas ao trabalho doméstico, a pedir esmolas, a atividades criminais e exploração sexual.

Tráfico transnacional ou através das fronteiras afeta principalmente estrangeiros em território tunisiano e frequentemente envolve cidadão de países da África Subsaariana explorados no trabalho doméstico e forçado, incluindo na agricultura.

Segundo a OIM, autoridades tunisianas estão tomando medidas para combater a prática: uma proposta de lei conta o tráfico de pessoas deve ser promulgada em breve pelo parlamento tunisiano.

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