Enviado da ONU fala em frustração sobre acesso humanitário na Síria
BR

14 abril 2016

Após uma nova ronda de conversas em Genebra, Staffan de Mistura diz que melhorias são necessárias; ele não nega “desapontamentos” das partes presentes na reunião; novos comboios são essenciais.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

Após mais uma dia de conversas em Genebra sobre a Síria, o enviado das Nações Unidas falou sobre a necessidade de melhorar o acesso humanitário no país.

Staffan de Mistura tem a tarefa de mediar uma solução para a crise e teve encontros com representantes da força tarefa para o acesso humanitário no país. O enviado não negou que todos na reunião estavam “desapontados”.

Cerco

De Mistura explicou que a frustração é com a falta de acesso a novos comboios, especialmente em locais sitiados, como Douma, Daraya, Madaya, Zabadani, Fouah e Kefraya.

Mas o mediador disse que a imagem não pode ser totalmente negativa, porque muito tem ocorrido no país. De Mistura mencionou os 5,8 milhões de sírios que receberam ajuda da ONU e de organizações parceiras recentemente.

Medicamentos

Em janeiro e fevereiro, 1 milhão de sírios receberam itens não-comestíveis e 6,8 milhões receberam assistência em água e saneamento. Mas os números não deixam de lado a “frustração e o desapontamento”, especialmente em um período em que se esperam melhorias no acesso.

O enviado da ONU citou o sucesso dos lançamentos aéreos realizados nesta semana pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA, em Deir Ezzor. De Mistura trabalha com as autoridades sírias para garantir a entrada de medicamentos no país. Os representantes em Damasco afirmaram que devem autorizar, mas não querem permitir a entrada de equipamentos cirúrgicos e comprimidos para a ansiedade

*Apresentação: Laura Gelbert.

 

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