Unicef afirma que desigualdade entre crianças aumentou nos países ricos
BR

14 abril 2016

Relatório da agência da ONU mostrou que problema ocorre em relação à renda, saúde, educação e bem-estar; nações mais desenvolvidas estão fracassando na ajuda aos menores mais pobres.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirmou que as desigualdades entre as crianças estão aumentando nos países mais ricos.

O relatório “Justiça para Crianças: Tabela da Desigualdade no Bem-Estar das Crianças nos Países Ricos” fornece uma análise detalhada do problema em 41 nações da União Europeia e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Ocde.

Fracassando

O documento diz que numa comparação geral, Canadá, França, Islândia, Itália e Suécia, que antes ocupavam posições no meio e no topo da tabela, agora estão entre os últimos.

Segundo o Unicef, os países ricos estão fracassando na ajuda às crianças que estão entre os 10% mais pobres da sociedade em relação à renda e à saúde.

A Dinamarca ocupa a primeira posição da lista com pouca desigualdade entre os fatores analisados, que além da renda e da saúde incluem educação e bem-estar. Israel e Turquia estão nas duas últimas colocações.

Renda

No caso da renda, as maiores desigualdades, de pelo menos cinco pontos percentuais, aconteceram em sete países, entre eles, Portugal, Espanha, Grécia e Itália.

Estados Unidos e Japão também aparecem com mau desempenho nesta área.

Em relação à educação, os piores números foram registrados na Finlândia e Suécia. Já os maiores avanços ocorreram no Chile, México, Alemanha e República Tcheca.

A desigualdade aumentou na questão da saúde na maioria das nações e o bem-estar, numa escala de “zero a 10” registrou entre três e oito pontos no geral.

Solução

Para solucionar o problema, o Unicef recomenda que os países adotem medidas para proteger a renda das famílias mais pobres.

O foco deve estar na melhoria da educação e na promoção e apoio a estilos de vida saudáveis para crianças.

Além disso, a agência da ONU disse que os governos devem ter a igualdade no centro da agenda de bem-estar das crianças e as opiniões dos menores devem ser incluídas no processo de coleta de dados.

 

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