Mais três candidatos ao posto de secretário-geral são ouvidos pela ONU
BR

13 abril 2016

Danilo Türk, da Eslovênia; Vesna Pusic, da Croácia, e Natalia Gherman, da Moldávia, apresentam propostas; diálogos informais podem ser acompanhados ao vivo na internet.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Foram retomados nesta quarta-feira os diálogos informais com candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU. O eleito ou a eleita pela Assembleia Geral substituirá o sul-coreano Ban Ki-moon a partir de janeiro de 2017.

O primeiro a apresentar suas propostas no segundo dia de debates foi o diplomata Danilo Türk, da Eslovênia. Na sede da organização, em Nova York, o candidato ressaltou seus 30 anos de experiência na área de direitos humanos.

Liberdade de Expressão

Danilo Türk explicou que trabalhou com vários assuntos interessantes, como “liberdade de expressão, redução da censura,

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Danilo Türk. Imagem: Reprodução de vídeo

medição de progressos de direitos econômicos, sociais e culturais e defesa do direito da população ao desenvolvimento”.O candidato da Eslovênia foi secretário-geral-assistente da ONU para Assuntos Políticos entre 2000 e 2005 e antes, foi durante oito anos embaixador da missão de seu país junto à ONU.

Simplificar

A segunda candidata a fazer a intervenção foi a croata Vesna Pusic. Ela afirmou que administrar a ONU da melhor maneira possível é pré-requisito essencial.

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Vesna Pusic. Imagem: Reprodução de vídeo

Para Vesna Pusic, “se a organização não funcionar de maneira adequada, paz, desenvolvimento, assistência humanitária, direitos humanos e projetos educacionais serão apenas um sonho”.Ela defendeu que os processos de decisão na ONU sejam simplificados. Até janeiro, Vesna Pusic ocupou os cargos de vice-primeira-ministra da Croácia e ministra das Relações Exteriores.

Objetivos

Uma outra candidata, Natalia Gherman, da Moldávia, participou da sabatina durante a tarde. Além de fazer uma apresentação, eles respondem a perguntas de representantes dos Estados-membros da ONU.

Natalia Gherman explicou que decidiu se candidatar por estar convencida de que uma “ONU eficaz nunca foi tão necessária para

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Natalia Gherman. Imagem: Reprodução de vídeo

acabar com pobreza e guerras, respeitar os direitos humanos e salvar o planeta”.Na Moldávia, ela foi vice-primeira-ministra e ministra das Relações Exteriores. A carreira diplomática de Gherman inclui passagens como representante de seu país em agências da ONU em Viena

Processo

Para quinta-feira, estão agendados os discursos de Vuk Jeremic, da Sérvia, Helen Clark, da Nova Zelândia, e Srgjan Kerim, da ex-República Iugoslava da Macedônia.

Esta é a primeira vez que os candidatos ao posto de secretário-geral das Nações Unidas apresentam publicamente suas propostas. O processo sem precedentes dos diálogos informais começou na terça-feira, com discurso do presidente da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft.

Na terça-feira, foram ouvidos os candidatos Igor Luksic, de Montenegro; Irina Bokova, da Bulgária e António Guterres, de Portugal.

 

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