OMS instensifica resposta ao aumento da malária no Iémen

13 abril 2016

Diretor regional da agência da ONU está “profundamente preocupado” com o aumento de casos da doença no país, principalmente entre deslocados internos; prioridade seria garantir a prevenção de uma epidemia antes que seja “tarde demais”.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, está a discutir a resposta à propagação da malária no Iémen. A doença é endêmica no país, com mais de 78 mil casos suspeitos e quase 31,8 confirmados.

O diretor regional da agência para o Mediterrâneo Oriental, Ala Alwan, afirmou estar “profundamente preocupado” com o aumento de casos da doença na nação, principalmente entre deslocados internos, que precisam de maior proteção.

Desafios

Segundo o representante, a violência levou a diversos desafios no controlo dos vetores e serviços de vigilância.

Alwan afirmou que a prioridade da agência é garantir a prevenção de uma epidemia antes que seja “tarde demais”.

Riscos

A OMS ressalta que os números da malária podem ser muito mais altos, destacando que 78% da população iemenita vive em áreas de risco, com 25% em áreas de alto risco.

O acesso limitado à água limpa e ao saneamento aumentou de forma significativa o risco de doenças infeciosas, como a dengue e a malária.

Com diversos desafios a prevenir uma resposta eficaz e oportuna, a OMS alerta que o risco de uma epidemia é alto: escassez e aumento do custo do combustível criaram dificuldades ao transporte de medicamentos e itens médicos.

A falta de trabalhadores de saúde também está a afetar a funcionalidade das instalações de saúde e impedindo a prestação de serviços.

Inseticida

A OMS continua a apoiar a pulverização com inseticidas em domicílios em diversas províncias como medida de controlo contra a dengue e a malária.

No mês passado, uma embarcação com 103 toneladas de medicamentos contra a malária, kits de trauma, de emergência e de combate à diarreia chegaram ao porto de Áden.

Os suprimentos foram distribuidos pela agência da ONU e o Ministério da Saúde e População do país a instalações de saúde em 11 províncias. Outras 120 toneladas devem chegar ao país nas próximas semanas.

Vacinas

O aumento da imunização, especialmente em áreas de difícil acesso, também está sendo discutido pela OMS.

Embora em geral a vacinação no país não tenha caído de forma significativa em comparação a índices anteriores à crise, as taxas de cobertura em algumas áreas afetadas são de menos de 50%.

Um dos principais desafios é a falta de combustível para manter as baixas temperaturas necessárias para as vacinas. Para apoiar nesta questão, a agência da ONU forneceu 162 refrigeradores ao escritório do programa de imunização na capital Sanaa e recursos para cobrir o custo de combustível.

 

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