Confrontos causam fuga de 35 mil na RD Congo

13 abril 2016

Violência ocorre na área de Mpati, onde vivem 45 mil desalojados; milhares procuram segurança em aldeias vizinhas da província do Kivu do Norte; agências humanitárias pedem acesso para prestar auxílio aos necessitados.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

As Nações Unidas expressaram preocupação com o destino de mais de 35 mil pessoas que fugiram de confrontos entre o exército congolês e grupos armados nas últimas três semanas no leste da República Democrática do Congo.

Os confrontos ocorrem desde 27 de março na área de Mpati, província de Kivu do Norte. Em 53 locais de acolhimento a área abriga 45 mil pessoas do total provincial de 781 mil desalojados.

Segurança

Em nota, emitida esta quarta-feira, o coordenador humanitário da ONU no país, Mamadou Diallo, indica que cinco locais com deslocados estão vazios na sequência de confrontos que levaram milhares a procurar segurança em aldeias vizinhas.

Embora algumas pessoas tenham começado a voltar para as suas áreas de origem, a situação "continua volátil e de grande preocupação".

Dificuldades

Ao mencionar as dificuldades, Diallo disse que as forças em conflito impedem os deslocados de sair ou retornar aos seus locais de origem. As pessoas também são incapazes de obter a assistência humanitária necessária.

Mesmo com o difícil acesso, várias agências chegaram a 4 de abril à área para avaliar o que os afetados precisam.

Ações de Auxílio

O chefe do Escritório da ONU dos Assuntos Humanitários no país, Rein Paulsen, afirmou que o acesso é essencial para alcançar as pessoas com necessidades. A entidade da ONU coordena as ações de auxílio.

O aumento da violência no Kivu do Norte, desde o fim de 2014, afeta civis e agências humanitárias. O Ocha declarou que a consequência são novos deslocamentos numa altura em que reduz o financiamento humanitário e há grandes necessidades.

Plano

Durante as atuais operações militares em Mpati houve ameaças de encerramento forçado de instalações de deslocados, o que preocupa os atores humanitários.

Um entendimento alcançado com as autoridades da província prevê um plano para reduzir os locais que acolhem desalojados na região.

O coordenador humanitário disse que tem vindo a defender que seja garantido que um eventual encerramento respeite as normas internacionais sobre deslocados internos.

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