Candidatos a secretário-geral da ONU apresentam propostas
BR

12 abril 2016

O próximo ou a próxima chefe da ONU vai assumir a posição em janeiro de 2017, substituindo o atual secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Começou na sede das Nações Unidas a série de diálogos informais para a escolha do próximo ou da próxima chefe da ONU, que substituirá Ban Ki-moon a partir de janeiro de 2017.

Dos oito candidatos que estão na disputa, três participaram dos encontros desta terça-feira no Conselho de Tutela: Igor Luksic, de Montenegro; Irina Bokova, da Bulgária e António Guterres, de Portugal.

Multilateralismo

Luksic disse que “é preciso reinventar o multilateralismo” para a idade moderna. Segundo ele, “os desafios globais complexos que o

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Igor Luksic. Foto: ONU/Rick Bajornas

próximo chefe da ONU irá enfrentar exigem que ele ou ela façam a organização mais relevante, eficaz e eficiente”.O ex-vice-primeiro-ministro de Relações Exteriores de Montenegro afirmou que “nada dura para sempre, a visão é garantir um sistema eficaz e eficiente da ONU para lidar com os desafios existentes e os que estão por vir”.

Na sua opinião, a mudança na forma como o multilateralismo é feito deve ter como base os princípios de responsabilidade, inclusão e envolvimento.

Igualdade de Gêneros

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Irina Bokova. Foto: ONU/Rick Bajornas

Irina Bokova foi a segunda candidata a participar da sabatina. Ela afirmou que o século 21 representa o momento de o mundo mostrar um “compromisso verdadeiro” com a igualdade de gêneros em todas as suas formas.Bokova afirmou que “não é possível alcançar a paz ou o desenvolvimento sustentável sem a igualdade dos sexos”. Segundo ela, “um dos obstáculos ignorados por todos por vários anos é a violência contra mulheres”.

Encerrando o dia, foi a vez do ex-chefe do Acnur, a agência da ONU para Refugiados, António Guterres.

Ele afirmou que “o melhor lugar para combater as causas do sofrimento humano é o centro do sistema das Nações Unidas” e por

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António Guterres. Foto: ONU/Rick Bajornas

isso, ele é candidato ao cargo de secretário-geral.O ex-chefe do Acnur deixou claro em sua apresentação que a prevenção de crises não deve ser apenas uma prioridade, mas sim “a prioridade” em tudo que a ONU faz.

As reuniões seguem até quinta-feira e os outros candidatos a secretário-geral são: Srgjan Kerim, da Macedônia; Vesna Pusic, da Croácia; Danilo Turk, da Eslovênia;; Natália Gherman, da Moldávia e Helen Clark, da Nova Zelândia.

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