África em risco de potencial surto de gafanhotos no Iémen

12 abril 2016

Marrocos e Argélia recomendados a reforçar vigilância; Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, devem tomar medidas para evitar chegada e reprodução dos insetos.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, alertou esta terça-feira que a recém-descoberta infestação de gafanhotos do deserto no Iémen representa uma possível ameaça à produção da região.

O conflito no país está a prejudicar gravemente as operações de controlo. A agência instou os países vizinhos, Arábia Saudita, Omã e Irão que mobilizem equipas e tomem todas as medidas necessárias para evitar que os insetos cheguem a áreas de reprodução em seus territórios.

África

Segundo a FAO, há também necessidade de uma forte vigilância no Marrocos e na Argélia, especialmente em áreas ao sul da Cordilheira do Atlas.

Esta área poderia se tornar terreno reprodutivo para os gafanhotos do deserto reunidos em partes do Saara Ocidental, Marrocos e Mauritânia.

Ciclones

A agência defende ainda que ciclones ajudam a causar a presença de gafanhotos.

De acordo com o especialista da FAO sobre os insetos, Keith Cressman, a extensão da atual reprodução de gafanhotos do deserto no Iémen é desconhecida porque as equipas de pesquisa não têm acesso a muitas das áreas.

No entanto, o representante afirmou, que com a vegetação a se tornar mais seca ao longo da costa, é provável que mais grupos se formem.

A agência está a apoiar equipas técnicas do Ministério da Agricultura e Irrigação do Iémen a conduzir pesquisas e operações de controlo nas áreas infestadas, como parte de suas contínuas ações de apoio ao país na questão.

Força da Natureza

Segundo a FAO, gafanhotos fêmea podem colocar 300 ovos durante sua vida e um inseto adulto pode consumir aproximadamente o seu próprio peso em alimentos por dia, cerca de duas gramas.

A agência alerta que um enxame muito pequeno come a mesma quantidade diária de alimentos que cerca de 35 mil pessoas e o impacto arrasador que os gafanhotos podem ter nas colheitas representa uma grande ameaça à segurança alimentar, especialmente em áreas já vulneráveis.

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