“Extremismo violento não está restrito a nenhuma religião em particular”
BR

8 abril 2016

Secretário-geral da ONU fez a declaração em Genebra e afirmou ser preciso reconhecer que os muçulmanos são a maioria das vítimas; Ban Ki-moon afirma que extremismo violento é ameaça que pede cooperação internacional urgente.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Ocorre em Genebra a Conferência sobre Prevenção do Extremismo Violento e o secretário-geral da ONU discursou no encontro esta sexta-feira. Ban Ki-moon mencionou os grupos Daesh (acrônimo em árabe para Isil) e Boko Haram, mas decidiu esclarecer um ponto importante sobre o fenômeno.

Segundo Ban, o “extremismo violento que leva ao terrorismo não está enraizado ou restrito a nenhuma religião, nacionalidade ou grupo étnico em particular”. O chefe da ONU disse ser preciso reconhecer que atualmente, a maioria das vítimas são os muçulmanos.

Objetivos

Ban Ki-moon lembrou que o objetivo dos extremistas é dividir comunidades, deixar o medo dominar e fazer com que uns fiquem contra outros. Ele espera que a conferência em Genebra dê resultados, já que o extremismo violento prejudica os esforços para manter a paz e a segurança.

O secretário-geral destacou que os terroristas estão controlando territórios e populações, agravando ainda mais crises humanitárias. Quem paga o preço é a populaçaõ local, já que milhões abandonam suas casas com medo e buscam desesperadamente proteção em outros locais.

Ameaças

Na avaliação dele, o desafio é ainda maior devido à crescente ameaça imposta por armas químicas, biológicas e nucleares que podem ser usadas pelos extremistas. Ban afirmou que a ONU trabalha para prevenir esse perigo.

Segundo ele, “o extremismo violento é claramente uma ameaça transnacional que pede urgentemente cooperação internacional”. O secretário-geral voltou a mencionar seu plano de ação de cinco pontos que deve ser cumprido pelos países.

Cooperação

A prevenção deve estar em primeiro lugar; os governos devem por em prática ações para prevenir o extremismo que contem com o apoio de líderes religiosos e comunitários; a terceira meta é aumentar a cooperação internacional; o quarto ponto é buscar o apoio das Nações Unidas e em quinto lugar, juntar união e ação.

Ban Ki-moon afirmou ser urgente proteger e dar autonomia aos jovens, que estão sendo atacados pelos extremistas em parques, escolas e universidades. Segundo ele, a criatividade e a energia de 1,8 bilhão de jovens do mundo deve servir de inspiração para os líderes demonstrarem visão, coragem e liderança.

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