Fundo Global liberta € 16,4 milhões para luta contra a malária na Guiné-Bissau

7 abril 2016

Acordo assinado esta quinta-feira prevê que atividades sejam realizadas até 2017; Pnud destaca lacunas de informação sobre prevenção e transmissão; crianças com menos de cinco anos com maior proporção de mortes.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Guiné-Bissau vai receber € 16,4 milhões para prevenir e tratar a malária nas populações mais vulneráveis, especialmente mulheres grávidas, crianças menores de cinco anos e trabalhadores de saúde.

O acordo com duração até 2017 foi formalizado esta quinta-feira, em Bissau, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, e o Fundo Global de Combate à Sida, Tuberculose e Malária.

Metas

Para o Pnud, a iniciativa apoia os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que, entre outras metas, preveem o fim das mortes evitáveis de recém-nascidos, de menores de cinco anos e acabar com a epidemia de malária até 2030.

O país registou mais de 175 mil casos de malária e 472 mortes em 2013. O impacto em menores de cinco anos é considerado desproporcional por representar cerca de 41% do total dos casos e 45% das mortes.

Governo e Agências

Entre 2012 e 2014, a Guiné-Bissau teve uma queda das taxas de malária em mais de 80% nos adultos e 90% em crianças com menos de cinco anos, graças a uma iniciativa do governo apoiada por agências da ONU e pelo Fundo Global.

As autoridades devem liderar uma campanha de distribuição de redes mosquiteiras em 2017, na sequência do sucesso obtido em iniciativas que decorreram em 2011 e 2014 com o apoio do Fundo Global.

Informação e Educação

O valor anunciado esta quinta-feira também deve apoiar o reforço do acesso à informação e à educação sobre a malária, consideradas ferramentas importantes na luta contra a doença.

O Pnud cita um estudo que revela que continuam lacunas de conhecimento sobre a prevenção, a transmissão, a duração de redes mosquiteiras tratadas com inseticida e o que as mulheres grávidas devem fazer em caso de sintomas.

Leia Mais:

Campanha apoiada pela ONU trata 100 vítimas da fístula na Guiné-Bissau

Para chefe do FMI, especulações sobre a Grécia "não têm sentido"

Estudo sobre derivados do ópio cita Guiné-Bissau, Cabo Verde e Moçambique 

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud