Ruanda: índice de desnutrição crónica cai, mas continua “persistentemente alto”

6 abril 2016

Análise do Ministério da Agricultura do país foi feita com apoio do Programa Mundial de Alimentação, PMA; índices de nanismo em crianças com menos de cinco anos caíram de 43% em 2012 para 36,7% em 2015.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um estudo do Ministério da Agricultura do Ruanda, com apoio do Programa Mundial de Alimentação, PMA, concluiu que desnutrição crónica no país caiu de forma significativa nos últimos três anos. A situação continua alta, especialmente em áreas rurais.

O relatório “Análise Abrangente de Segurança Alimentar e Vulnerabilidade” no Ruanda apontou uma queda nos índices de nanismo em crianças com menos de cinco anos de 43% em 2012 para 36,7% em 2015.

Progresso

A condição ocorre quando uma criança é baixa para sua idade, sendo um indicador de desnutrição crónica que afeta de forma permanente seu desenvolvimento e saúde.

Para o diretor da agência da ONU no país, Jean-Pierre de Margerie, “é claro que o Ruanda está a fazer um progresso impressionante no combate à insegurança alimentar e a subnutrição”.

No entanto, o representante ressaltou que é preciso continuar o trabalho conjunto para “vencer a batalha de uma vez por todas” e expressou o compromisso do PMA em continuar a apoiar o país na área.

Divisão Geográfica

De acordo com a agência, o novo relatório indica uma divisão nutricional geográfica: as áreas rurais são afetadas pela desnutrição infantil em uma taxa de 40%, em comparação a 27% em zonas urbanas.

Além disso, os distritos com maior número de famílias em situação de insegurança alimentar ficam, em grande parte, na Província Oriental.

Pobreza

Pobreza, analfabetismo e terra insuficiente para agricultura estão entre os fatores ligados à insegurança alimentar e são as causas mais prováveis para o nanismo, especialmente entre pessoas nas áreas rurais.

De acordo com o estudo, filhos de mulheres com baixa escolaridade sofrem de nanismo com mais frequência.

Recomendações

O relatório recomenda aprimorar ações e iniciativas para chegar às pessoas mais vulneráveis nas áreas rurais mais atingidas, particularmente a expandir redes de segurança social para incluir os domicílios mais pobres e afetados por insegurança alimentar e nutricional.

Segundo a agência da ONU, o documento também sugere aumentar intervenções sazonais, a ajudar famílias passando por insegurança alimentar em determinadas épocas do ano, como por exemplo, no período antes das colheitas.

O relatório sugere ainda, entre outras medidas, desenvolver e diversificar oportunidades de meios de subsistência para a população rural mais afetada.

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