Ataques de multidões mataram pelo menos 16 no Malaui

5 abril 2016

Escritório para o Direitos Humanos quer investigação das motivações e encoraja autoridades a exigir prestação de contas pelos atos; objetivo é fazer justiça pelas próprias mãos.

O Escritório dos Direitos Humanos das Nações Unidas expressou preocupação com o aumento do número de mortos em ataques provocados por multidões no Malaui.

Em nota publicada esta terça-feira, a entidade menciona pelo menos nove incidentes separados que levaram à morte de 16 pessoas no país, em dois meses. O mais mortífero envolve sete acusados de transportar ossos humanos. Eles foram atacados e incendiados a 1 de março em Nsanje, na fronteira do sul.

Casos

A 28 de março, uma multidão invadiu uma esquadra de polícia, tomou um homem acusado de assassinato que estava numa cela e matou-o em Dedza, uma cidade localizada a cerca de 85 km da capital Lilongwe.

Em janeiro, quatro idosos da mesma família também foram espancados e mortos por um grupo de pessoas no distrito de Neno após terem sido acusados de terem usado feitiçaria para matar uma adolescente de 17 anos por um raio.

Em fevereiro, moradores da segunda maior cidade malauiana, Blantyre, incendiaram um tribunal. A razão teria sido o receio de que este iria conceder fiança a três suspeitos de assassinato.

Polícia

Em março, o presidente malauiano Arthur Mutharika condenou com veemência os crimes e apelou aos cidadãos, às ONGs e às agências do governo a apoiarem a polícia na luta contra o tipo de assassinatos, de acordo com o Estado de direito.

O escritório saúda a declaração, mas pede às autoridades malauianas que ajam prontamente para identificar e levar os envolvidos nos assassinatos ao tribunal além de oferecerem uma solução às vítimas.

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