“Brasil pronto para permanecer no Haiti”, dependendo da avaliação da ONU
BR

5 abril 2016

Em entrevista à Rádio ONU, comandante do exército brasileiro, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas fez uma avaliação da contribuição do país às Forças de Paz das Nações Unidas.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O comandante do exército brasileiro, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, falou com exclusividade à Rádio ONU, sobre a participação do país nas forças de paz da organização e as expectativas em relação à Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, Minustah.

“Nós temos alguma inquietação em relação ao Haiti, se esse seria o momento, se o Haiti estaria pronto para que as forças da ONU saíssem. Eu acredito que nós devamos deixar com que o novo governo seja eleito, tome posse, adquira o controle da situação para que, então, se pense em sair, caso contrário, nós podemos ter um agravamento e, retornar, seria muito mais difícil. O Brasil, do seu ponto de vista, o Exército, a Marinha, enfim, o Ministério da Defesa estamos prontos para permanecer dependendo, lógico, da avaliação da própria ONU.”

Contribuição Brasileira

Na entrevista, durante sua visita à sede das Nações Unidas, em Nova York, em março, o general fez uma avaliação da contribuição brasileira às forças de paz.

Ele citou “tem dois componentes importantes que têm tradicionalmente resultado em sucesso”.

Emissários da Paz

“Um é o nosso compromisso e o que nós levamos, o nosso background de preparo, de emprego e de busca de excelência das nossas Forças Armadas. E o segundo é um componente muito forte, é da nossa natureza do brasileiro, da psicologia, da nossa idiossincrasia, que faz do brasileiro realmente um agente de força de paz, mas também um emissário da paz. Isso é muito patente no Haiti, a maneira como a nossa tropa interage com a população, o respeito, a confiança que ela angaria. Eu acredito até que esse seja o nosso maior ponto forte.”

O general Villas Bôas falou sobre a preparação das tropas que são enviadas para Missões de Paz e afirmou que, como país ascendente, o Brasil tem responsabilidades, dentre as quais, com as forças de paz da ONU.

Ouça a entrevista completa.

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