Em Luanda, chefe da OMS fala de medidas para controlar febre-amarela

4 abril 2016

Margaret Chan  acompanha combate a surto que já provocou 198 mortos e registou 490 pacientes; reservas globais de vacinas esgotaram; 1,5 milhão de doses são necessárias para a capital angolana.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A diretora geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, disse esta segunda-feira que a agência toma medidas urgentes de apoio ao Governo de Angola para controlar o surto de febre-amarela em Luanda.

Na capital angolana, Margaret Chan citou a campanha geral de vacinação para acabar com a doença. A maior cidade do país foi a que registou mais vítimas da febre-amarela, que já provocou 198 mortos e 490 infetados.

Províncias

Num centro de vacinação local, Chan fez lembrar que o surto é o mais grave dos últimos 30 anos em Angola. Foi na capital onde o surto teve origem antes de se espalhar para seis das 18 províncias.

A visita de Margaret Chan é marcada pelo contacto com profissionais de saúde e com representantes da área a nível local e nacional.

Vacina

As medidas de vacinação nas províncias são coordenadas entre o Ministério da Saúde, a OMS e parceiros. Até março, Luanda teve cerca de 5,7 milhões de pessoas imunizadas com as reservas de emergência.

Apesar dos esforços em curso, a agência da ONU disse haver falta de vacinas a nível global e fez saber que as reservas esgotaram-se. Cerca de 1,5 milhão de doses são necessárias, somente em Luanda, para as pessoas em risco.

Casos

Um dos especialistas em doenças epidémicas da OMS disse que até agora a campanha de vacinação tem sido eficaz. Sergio Yactayo disse que o número de casos está a cair consideravelmente.

Mas declarou que, tanto em Luanda como nas províncias afetadas, é prioritário imunizar o maior número de pessoas para impedir a propagação da febre-amarela.

Casos em África e China

Com a evolução do surto registam-se casos esporádicos da doença em outros locais de África e da China, que de acordo com a OMS precisam vacinar às pessoas com maior risco.

A agência informou que decorrem discussões com os fabricantes e parceiros para desviar remessas de vacinas de programas nacionais de imunização de rotina até que sejam restabelecidas as reservas de emergência.

A ação do Ministério da Saúde de Angola é apoiada por parceiros como o centro norte-americano de Controlo de Doenças, o Grupo Ore, organizações comunitárias locais e ONGs como Médicos Sem Fronteiras, Médicos do Mundo e Cruz Vermelha.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

Leia Mais:

Entrevista: OMS ajuda a combater febre-amarela em Angola

Faltam recursos para vacinação contra febre-amarela em províncias de Angola

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud