Relatório prevê crescimento até 4,4% na economia africana em 2017

4 abril 2016

Melhorias na governação apontadas como fator favorável ao lado da diversificação da economia; estudo aponta industrialização verde como via para crescimento e desenvolvimento; Semana de Desenvolvimento de África termina esta terça-feira.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O continente africano deve registar um crescimento económico de 4,3% este ano, antes de crescer mais 0,1 ponto percentual em 2017.

A projeção consta do Relatório Económico de África, lançado na semana de desenvolvimento do continente que até esta terça-feira decorre em Adis Abeba.

Fortes Ventos

Os fatores que apoiam a expansão incluem melhorias na governação económica, apesar do que são tidos como "fortes ventos contrários globais".

O diretor da Divisão de Política Macroeconómica na Comissão Económica para África, ECA, indicou que o desempenho do continente também tem sido impulsionado pela lenta diversificação. Ele apontou, entretanto, limitações contínuas na adição do valor dos produtos africanos.

Taxas de Pobreza

Adam Elhiraika citou um misto de progresso no desenvolvimento social com a queda lenta de taxas de pobreza e os níveis altos de desigualdade em vários países.

O especialista disse haver provas suficientes para justificar a opção pela industrialização verde, como caminho para o crescimento e desenvolvimento inclusivo.

África é atualmente a região de maior urbanização a nível global com uma expansão de 4,5% ao ano. Mais da metade da população africana deve viver em áreas urbanas até 2035.

Alimentos Processados

Estimativas recentes mostram que os países africanos gastam cerca de US$ 30 mil milhões por ano para importar alimentos processados.

O secretário executivo do ECA, Carlos Lopes, apresentou o relatório Ambientalização da Industrialização de África. No documento é referido que transformar o volume de exportação mineral por apenas 5%, antes de exportá-lo, pode criar 5 milhões de empregos anuais.

Agenda

Para ele, a industrialização sustentável deve ser adotada para que o continente siga uma área diferente que levará a prosseguir com a sua agenda de desenvolvimento.

Com essa opção, o responsável disse que será garantido o crescimento económico realmente sustentável e inclusivo como os chamados empregos ecológicos e repercussões positivas.

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