Guiné Conacri: OMS vacina centenas que tiveram contacto com casos de ébola

1 abril 2016

Agência apoia autoridades do país na resposta de emergência em dois municípios; menina de 11 anos foi declarada estável na área de Nzérékoré; seis mortos da mesma família registados na área tida como novo foco da doença.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

Cerca de 800 pessoas receberam a vacina experimental contra o ébola após receios de que centenas possam ter estado em contacto com oito infetados em municípios do sul da Guiné Conacri.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, informou esta sexta-feira que o número de imunizados inclui 182 pessoas tidas como contactos de alto risco.

Acompanhamento  

A iniciativa decorreu na semana passada com a vacina VSV-Ebov nas áreas de Nzérékoré e Macenta. O objetivo é conter o mais recente surto de ébola, após terem sido identificados mais de mil contactos que estão em acompanhamento médico.

A vacina foi considerada altamente eficaz para prevenir a infeção na sequência de um estudo realizado pelo Ministério da Saúde da Guiné Conacri, a OMS e agências parceiras no ano passado. A VSV-Ebov já foi usada para conter um recente surgimento de ébola na Serra Leoa.

Mesma Família

Na chamada "vacinação em anel" é imunizada a pessoa que tenha estado em contacto com um infetado e os seus contactos. O mais recente registo envolve oito pacientes, que resultaram em sete mortes desde o fim de fevereiro.

Esta sexta-feira, uma menina de 11 anos que está a ser tratada numa unidade de cuidados de ébola em Nzérékoré foi considerada estável. Seis dos mortos são da mesma família da aldeia de Koropara Centro.

Surto Original

O recente foco do surto registou 24 casos, 15 mortes e nove sobreviventes entre outubro e dezembro de 2014. O vírus ressurge pela primeira vez na área desde a declaração do fim do surto original a 29 de dezembro passado.

A OMS tem enfatizado que surtos do tipo devem ser antecipados, principalmente porque o vírus continua no corpo de alguns sobreviventes. A recomendação aos três países afetados é que mantenham uma forte capacidade de prevenir, detetar e responder a novos casos.

As autoridades locais reativaram o mecanismo de coordenação de emergência que operava no auge da epidemia em Nzérékoré. A resposta em grande escala envolve várias agências.

Vigilância

A equipa de 75 funcionários que apoia a resposta nas áreas afetadas inclui epidemiologistas e especialistas nas áreas de vigilância, rastreio de contactos, vacinação, mobilização social, prevenção e controlo de infeções.

De acordo com a OMS, as famílias acompanhadas recebem assistência que inclui alimentos, kits de higiene e dinheiro para comprar artigos adicionais.

Para prevenir o surgimento de casos e controlar a doença decorre igualmente uma campanha de sensibilização e atividades de promoção da saúde com envolvimento das comunidades das áreas afetadas.

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