Economia do Quénia entre as que mais crescem na África Subsariana

1 abril 2016

Banco Mundial espera que PIB atinja 6% em 2017; relatório ressalta efeitos de preços baixos do petróleo, sucessos na área agrícola e apoios aos investimentos; eleições gerais podem levar investidores a adiar decisões.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Quénia deve registar um crescimento económico de 5,9% este ano, de acordo com um novo relatório do Banco Mundial.

O estudo lançado em Nairobi prevê que continue a tendência de expansão do Produto Interno Bruto, PIB, queniano de até 6% em 2017.

África Subsariana

O órgão destaca o desempenho económico robusto do país. Em 2015, o Quénia cresceu em torno de 5,6% tendo ultrapassado a performance média dos países da África Subsariana.

Lançado com o título Atualização Económica do Quénia - Kazi ni Kazi: A Informalidade Não Deve Ser Normal, o documento destaca que o ritmo de expansão mantém-se de forma consistente desde 2009.

As previsões positivas devem-se aos preços baixos do petróleo, ao bom desempenho agrícola, à política monetária de apoio e aos investimentos na infraestrutura.

Matérias-primas

A médio prazo, fatores como ajuste das medidas económicas dos países mais ricos, fim da crise de preços das matérias-primas e reequilíbrio da economia chinesa devem interagir para determinar o crescimento queniano.

O diretor do Banco Mundial no país, Diarietou Gaye, disse que as condições globais prevalecentes carecem de uma política monetária prudente que deve apoiar o crescimento.

Eleições

A economia continua vulnerável a riscos internos que poderiam moderar as perspetivas de crescimento como a possibilidade de adiamento das decisões de investidores até depois das eleições.

As autoridades preveem que a corrida eleitoral para escolher o presidente e os deputados quenianos decorra em agosto de 2017. De acordo com o Banco Mundial, as despesas relacionadas com as eleições podem causar cortes nos gastos com a infraestrutura.

O estudo não descarta a fragilidade nos mercados que pode colocar sobre pressão a moeda local, o shilling, com as ameaças à segurança, não apenas no Quénia mas a nível global. O outro fator são as mudanças na política monetária das economias industrializadas.

*Apresentação: Denise Costa.

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