Mais de 1,3 milhão de somalis em risco de enfrentar insegurança alimentar

31 março 2016

Problema pode ocorrer se faltar assistência nas áreas da Puntlândia e Somalilândia; mais de US$ 105 milhões são necessários para o próximo semestre; Ocha regista movimento de famílias em grande escala.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Agências humanitárias precisam urgentemente de US$ 105 milhões para entregar auxílio a mais de 1,3 milhão de pessoas, nos próximos seis meses, nas regiões autónomas somalis da Puntlândia e Somalilândia.

As necessidades mais urgentes incluem o acesso à água, aos alimentos e o apoio financeiro. A assistência também envolve meios de subsistência além da nutrição e dos serviços de saúde para reduzir a morbidade e a mortalidade.

Padrões

O Escritório da ONU para Assuntos Humanitários, Ocha, refere que também é preciso auxílio para os setores da educação, de proteção e de apoio, com abrigos para garantir os padrões mínimos de vida.

Os maiores beneficiários são meninas vulneráveis, mulheres grávidas e lactantes. A meta é evitar que agrave a sua fragilidade e a exposição aos riscos.

A seca severa piorou com as condições do fenómeno climático El Niño que afetou as duas áreas e teve impacto na vida de 385 mil pessoas.

Assistência

No total, mais de 1,3 milhão de civis arriscam-se a enfrentar insegurança alimentar aguda se não receberem assistência. O facto vai levar a que 37% dos dos habitantes da Puntlândia e da Somalilândia passem pela situação.

A Somalilândia é marcada pelas condições de seca durante os últimos dois anos. Três quartos da população são pastores de gado ou membros de grupos agropastoris que vêm diminuir as fontes de alimentos, renda e água.

Endividamento

A área é marcada por uma emigração fora do normal e em grande escala tanto de animais.

Na Puntlândia, até 70% das famílias do interior dependem da pastorícia. Nessas áreas regista-se também um grande aumento do endividamento das famílias mais pobres.

A migração para áreas com melhores condições causa um aumento da concorrência e das tensões para obter recursos escassos. O Ocha alerta que a  superlotação de animais pode ajudar a espalhar mais doenças contagiosas.

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