ECA destaca "momento da grande discussão africana" em semana especial

31 março 2016

Comissão Económica para África reúne delegados do continente para abordar progresso regional até 4 de julho; temas dos debates incluem industrialização, cadeias de valor, energias renováveis e tecnologias.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Centenas de especialistas reúnem-se a partir desta quinta-feira em Addis Abeba, na Etiópia, para a Semana de Desenvolvimento de África.

Entre os participantes destacam-se governantes dos países do continente, especializados em áreas como Finanças, Economia, Desenvolvimento e Planificação. Um dos objetivos é adotar metas para o avanço económico.

Nova Dimensão

Falando à Rádio ONU, da capital etíope, o secretário executivo da Comissão Económica para África, ECA, Carlos Lopes, disse que há uma nova ideia a guiar o evento.

"A reunião tomou uma dimensão muito maior e podemos agora contar com mais de mil participantes. O ano passado tivemos 65 ministros e muitos chefes de Estado. Este ano esperamos fazer muito melhor. Nós já temos 20 eventos conjugados e pensamos que isso vai demonstrar que esta reunião se tornou num momento onde se faz a grande discussão africana e onde nós podemos tomar em conta os elementos para traçar esta mesma agenda do continente. Nós precisamos de uma estrutura mais sólida e, por isso, desenvolvemos esse conceito de Semana de Desenvolvimento em África."

Corrupção

Durante os encontros será apresentado o Relatório Económico de África e um outro sobre a corrupção no continente, entre os mais de 15 documentos a serem lançados.

"Sobre a questão da corrupção, nós trabalhamos o tráfico ilícito de capitais no ano passado. Este ano, queremos aprofundar e tornar esse debate mais sofisticado, para isso temos um relatório que com alguma densidade tenta demonstrar que nós não devemos apenas acatar as opiniões e as impressões do continente sobre a questão da corrupção, em relação aos índices de corrupção divulgados, mas fazer um trabalho de casa muito mais sólido que nos permite ver os fatos, que devem influenciar o nosso debate sobre a corrupção."

Reindustrialização

A ECA realiza as atividades em parceria com a União Africana. Carlos Lopes disse que a fase de reindustrialização da região não pode ser uma réplica do processo da criação de indústrias verificado no mundo.

Para ele, a diferença deve ocorrer tomando em consideração as energias renováveis e as tecnologias. A outra proposta é transformar localmente os produtos naturais e aumentar a participação africana nas cadeias de valor.

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