Informe aborda alegações ligadas a ex-presidente da Assembleia Geral

29 março 2016

Relatório de grupo recomenda medidas para maior prestação de contas e transparência; ocupantes do cargo devem divulgar informação financeiras no princípio e final do mandato anual.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Uma força-tarefa nomeada pelas Nações Unidas publicou um relatório esta terça-feira, na sequência de alegações de envolvimento do ex-presidente da Assembleia Geral, John Ashe, num esquema de corrupção.

O grupo criado pelo secretário-geral Ban Ki-moon avaliou o funcionamento do Gabinete do Presidente da Assembleia Geral, particularmente em relação aos departamentos pessoal e financeiro.

Informação Financeira

Entre as recomendações para promover a prestação de contas e a transparência, o ocupante do cargo deve divulgar suas informações financeiras no princípio e no fim do mandato.

De acordo com o porta-voz do secretário-geral, espera-se que os Estados-membros das Nações Unidas levem em consideração a maioria das sugestões.

O estudo indica que as alegações envolvendo Ashe, que foi embaixador de Antígua e Barbuda, mancharam a imagem e a reputação da organização. Ele presidiu o órgão entre setembro de 2013 e setembro de 2014.

Acusações

O relatório indica que as acusações ocorreram num ambiente de "lacunas significativas e de pontos cegos" na forma como operam o presidente da Assembleia Geral e o seu escritório.

O grupo afirma que apesar do alto nível de visibilidade do órgão, as medidas de transparência e de responsabilidade para o seu funcionamento não são suficientes para a operação do escritório.

Risco para a Organização

O relatório indica haver falta de um sistema eficaz de pesos e contrapesos, dos impactos sobre a natureza e do nível de responsabilidade do presidente e do Gabinete, que representam um risco para a organização.

O informe aponta haver iniciativas do atual presidente da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, para melhorar a transparência do escritório. Ainda são, são recomendadas mais transparência sobre pessoal recomendado por governos, contribuições externas e uso do fundo gerido de acordo com as regras financeiras da ONU.

O grupo sugere que haja um processo muito mais estruturado para transferir poderes entre uma presidência e a seguinte. A outra recomendação é que aumentem os recursos do orçamento.

 

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