Ban visita acampamento com mais de 75 mil refugiados sírios na Jordânia
BR

27 março 2016

Secretário-geral discutiu o processo de paz no Médio Oriente; com Mahmoud Abbas foi discutido fim da violência e redução das tensões; em Aman, chefe da ONU destacou apoio financeiro inovador do Banco Mundial.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O secretário-geral das Nações Unidas agradeceu este domingo à Jordânia por acolher refugiados da Síria, após visitar cidadãos do país que vivem no acampamento de Zaatari. O local  abriga mais de 75,5 mil pessoas.

Ban Ki-moon aplaudiu igualmente o apoio da comunidade internacional aos países mais afetados pela crise causada pelo conflito sírio.

Agenda

Em Aman, Ban encontrou-se com o rei Abdullah II e com o primeiro-ministro Abdullah Ensour.  O chefe da ONU elogiou as autoridades pela estratégia "Jordânia 2025", inspirada na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Com o rei Abdullah II, o secretário-geral discutiu o processo de paz no Médio Oriente e salientou a importância de um retorno às negociações para uma solução de dois Estados.

Numa reunião com o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, Ban reiterou a sua profunda preocupação com a violência e a necessidade de redução das tensões pelos dois lados.

Reconstrução

O secretário-geral disse que é preciso progressos na unidade da Palestina e para uma maior liderança na reconstrução da Faixa de Gaza. A conversa também teve como foco o Processo de Paz no Médio Oriente e o papel do Quarteto sobre a região.

Ban Ki-moon destacou que deve ser restaurado um horizonte político sem mais demora, para que retomem as negociações de paz com vista a uma solução de dois Estados.

Na visita à região, Ban é acompanhado pelo presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, quem o o chefe da ONU disse ser portador de um apoio financeiro inovador.

Uma conferência internacional convocada recentemente em Londres mobilizou US$ 5,5 bilhões para este ano. O evento foi organizado pela ONU e nações como o Reino Unido, a Alemanha, a Noruega e o Kuwait.

Ban disse esperar que as Nações Unidas e o Banco Mundial possam gerar mais apoios para a Jordânia para transformar os atuais desafios em oportunidades de desenvolvimento.

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