ONU faz apelo de US$ 200 milhões em prol dos refugiados palestinos
BR

25 março 2016

Ao visitar acampamento no Líbano, secretário-geral fala sobre tristeza ao ver de perto a situação das famílias; apenas 45% do financiamento foi alcançado; Ban Ki-moon diz que reconstrução do campo já deveria ter sido realizada há tempos.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A reconstrução de um acampamento para refugiados palestinos no Líbano, destruído há quase 10 anos, está muito atrasada, segundo o secretário-geral da ONU.

Ban Ki-moon visitou nesta sexta-feira o campo de Nahr El-Bared, localizado ao norte de Trípole. O local foi destruído em 2007, durante o conflito entre as Forças Armadas Libanesas e o grupo extremista Fatah al-Islam. Na época, 27 mil pessoas ficaram desalojadas.

Financiamento

O governo do Líbano e a comunidade internacional se comprometerem a reconstruir o acampamento, mas foram repassados apenas 45% dos US$ 345 milhões necessários.

O chefe da ONU fez um apelo à comunidade internacional, para fornecer os US$ 200 milhões necessários. Ban Ki-moon lamentou que as famílias estejam esperando a reforma do local há nove anos.

Sírios

Em maio haverá a Conferência Humanitária Mundial, em Istambul, Turquia e segundo Ban, uma das prioridades será fornecer apoio aos refugiados palestinos.

No Líbano, ele declarou estar entristecido com a situação das famílias refugiadas e ressaltou o trabalho que a Unrwa e o Unicef vem fazendo em prol desses civis.

O Líbano hospeda 455 mil refugiados palestinos e tem 12 acampamentos. O país também já recebeu mais de 1 milhão de sírios que fugiram da guerra.

Financiamento

Ban Ki-moon visitou a nação ao lado do presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim e lembrou o objetivo da Agenda 2030: não deixar ninguém para trás.

O chefe do Banco Mundial falou sobre o compromisso em ajudar a fornecer educação de qualidade e oportunidades de trabalho aos libaneses.

Ele também anunciou uma iniciativa de US$ 100 milhões para apoiar o governo do Líbano a melhorar a qualidade do sistema educacional e garantir que todas crianças do país e as refugiadas sírias estejam frequentando a escola até o fim do próximo ano letivo.

 

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