Sobe para 474 número de vítimas mortais devido à violência no Burundi

23 março 2016

ONU indica que tensões políticas no país podem levar a uma espiral de violência; Escritório de Direitos Humanos recebeu relatos de 496 casos de tortura e de maus-tratos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A situação do Burundi é de grande preocupação, alertou o subsecretário-geral das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Ivan Simonovic disse ao Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra, que a continuação das tensões políticas no país ameaça transformar o cenário numa espiral de violência.

Auxílio

Um outro fator preocupante são os dados sobre a situação humanitária, económica e social da população. Agências de auxílio precisam de US$ 623 milhões para ajudar a 442 mil pessoas. Mais de 1,1 milhão de burundeses são carenciados.

Pelo menos 474 pessoas foram mortas desde o início da crise abril do ano passado. A ONU registou igualmente 36 casos de alegados desaparecimentos forçados.

Os detidos em conexão com a crise chegaram a 4.951, mas 1.834 continuaram encarcerados depois a intervenção do Escritório dos Direitos Humanos. A ONU recebeu relatos de 496 casos de tortura e de maus-tratos.

Estado de Direito

Na semana passada, uma audiência culminou com a libertação provisória de 41 dos 125 presos políticos. O facto é visto como indicação de algum esforço que está a ser feito para restabelecer o Estado de direito.

O pedido ao governo e que liberte todos os outros da lista em poder das Nações Unidas e dos outros detidos por razões políticas.

Nas últimas horas de segunda-feira em Nova Iorque, o secretário-geral das Nações Unidas apelou a um redobrar dos esforços burundeses para que seja encontrada uma solução política para a crise por meio de um diálogo inclusivo.

O chefe da ONU disse ao ministro das Relações Exteriores e Cooperação Internacional do Burundi que o seu governo deve proteger a vida dos civis e assegurar a prestação de contas dos autores de violações dos direitos humanos.

Ban declarou ter anotado as medidas de confiança anunciadas pelo Governo de Bujumbura na sua recente visita ao país, mas afirmou aguardar a sua plena implementação.

 

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